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Milton Ribeiro: “Educação sexual não pode promover a erotização”

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ministro da Educação disse ainda que homossexuais vêm de "famílias desajustadas"

Henrique Gimenes - 24/09/2020 15h18

Ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: Reprodução

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta quinta-feira (24), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, falou sobre a educação sexual nas escolas e disse que é preciso uma abordagem correta do assunto. Para ele, é necessário tratar de temas que podem “evitar que uma criança seja molestada”, mas que não se pode promover a “erotização das crianças”.

O ministro abordou o assunto ao falar sobre a Base Nacional Comum Curricular. Milton Ribeiro foi questionado sobre a educação sexual e falou de um vídeo em que meninas aprendem sobre o uso de preservativos.

– Existem temas que podem ser tocados para evitar que uma criança seja molestada. Mas não o outro lado que é uma erotização das crianças. Tem vídeo que corre na internet das meninas aprendendo a colocar uma camisinha com a boca – apontou.

Ao ser indagado sobre a gravação, o ministro disse que ela circula pelas redes sociais e que situações do tipo são um incentivo a adolescentes.

– Está no YouTube, é só procurar. E a professora mostrando como é. Dizem que é para proteger gravidez indesejada, mas a verdade é que falar para adolescente que estão com os hormônios num top sobre isso é o mesma coisa que um incentivo – ressaltou.

Milton Ribeiro então falou sobre a importância de se prevenir a gravidez na adolescência, mas criticou discussões sobre “gênero”.

– É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo – destacou.

O ministro ainda afirmou que, em muitas casos, adolescentes optam “por andar no caminho do homossexualismo” porque vêm de “famílias desajustadas”.

– É claro que é importante mostrar que há tolerância, mas normalizar isso, e achar que está tudo certo, é uma questão de opinião. Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo têm um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípio – afirmou.

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