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Mendonça negou pedido da PF de prender vice-líder do governo

Ministro foi quem autorizou busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha

Monique Mello - 18/12/2025 13h47 | atualizado em 18/12/2025 16h36

Ministro André Mendonça e senador Weverton Rocha Fotos: Rosinei Coutinho/SCO/STF // Agência Senado/Roque de Sá

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira (18), o pedido da Polícia Federal (PF) para a prisão preventiva do senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por suposto envolvimento em um esquema de descontos irregulares no INSS.

Na decisão, Mendonça afirmou que a prisão de parlamentares provoca “efeitos drásticos em uma república”, sendo necessária “extrema cautela”.

Embora tenha reconhecido a existência de indícios apontados pela PF, o ministro acompanhou o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que considerou as provas insuficientes para justificar a prisão neste momento.

Segundo o MPF, os elementos reunidos até agora se baseiam em inferências não consolidadas e não comprovam vínculo direto entre o senador, as fraudes e o recebimento de valores ilícitos. Mendonça também citou contradições na investigação e destacou que o alto grau de exposição pública do parlamentar reduz o risco de interferência nas apurações. Isso afastaria a necessidade de uma preventiva.

Apesar de negar a prisão, Mendonça autorizou buscas e apreensões na residência de Weverton. A PF afirma que o senador manteve relações próximas com integrantes do esquema, incluindo Antônio Camilo, conhecido como “careca do INSS”, apontado como operador das fraudes.

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