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Mendes: “Posso ser suspeito de tudo, menos de petismo”

Ministro votou a favor da proibição, que beneficia Lula

Camille Dornelles - 08/11/2019 11h01

Os ministros Cármem Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello,durante sessão Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Depois da votação do Supremo Tribunal Federal (STF) revogar o entendimento sobre prisões após segunda instância, o ministro Gilmar Mendes foi acusado de petismo. Nesta quinta-feira (7), ele foi o quarto a votar contra a prisão antes do trânsito em julgado e diminuiu a diferença do placar.

Em seu discurso, Mendes lembrou da detenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele negou ser petista e afirmou que Lula “contaminou todo o debate”.

– O caso Lula, de alguma forma, contaminou todo esse debate. Isso acabou não sendo bom para um debate racional. Eu, inclusive, sou chamado corifeu (antigo líder grego) do petismo nas redes sociais. Eu posso ser suspeito de tudo, menos de petismo. Também não sou antipetista. Este caso Lula é um caso para estudo porque, de fato, mostrou como o sistema funciona mal. E eu não estou falando de The Intercept, ainda não estou – comentou.

A votação da prisão após segunda instância teve votos a favor de Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

Os contrários foram Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente Dias Toffoli.

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