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MEC: STF envia à PGR pedido do PT para investigar Bolsonaro

Petição é apresentada pelo petista Reginaldo Lopes, nesta segunda. Cabe ao Ministério Público analisar se há indícios para abrir uma investigação

Gabriel Mansur - 27/06/2022 15h03 | atualizado em 27/06/2022 15h31

Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

A Procuradoria Geral da República (PGR) analisa um pedido encaminhado pela ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no caso de suposta corrupção no Ministério da Educação (MEC).

A petição foi apresentada ao STF pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), nesta segunda-feira (27). Agora cabe ao Ministério Público analisar se há indícios para abrir uma investigação contra o chefe do Executivo.

A ação do parlamentar petista foi apresentada após a operação da Polícia Federal culminar nas prisões do ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores denunciados na última quarta (22), mas tanto o ministro quanto pastores terem sido soltos no dia seguinte a detenção.

A PF apura a suspeita de que pastores teriam intermediado a liberação de recursos do MEC. Por conta disso, o deputado alega que é preciso apurar se houve envolvimento de Bolsonaro com as supostas irregularidades.

Uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal no dia 9 de junho aponta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro dizendo a uma filha que Bolsonaro havia lhe relatado “pressentimento” de que ele, Ribeiro, poderia ser usado para atingir o presidente.

Foi com base nessa e em outras gravações que o Ministério Público pediu autorização da Justiça para apurar se houve interferência do presidente nas investigações. O processo foi enviado para análise do STF, e a relatora é a ministra Cármen Lúcia.

DEFESA NEGA IRREGULARIDADES
O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, disse ter sido autorizado pelo presidente a dizer à imprensa que ele “não interferiu na PF” e que não tem “nada a ver com essas gravações”.

RELEMBRE O CASO
Milton Ribeiro e os pastores foram presos na ação da Polícia Federal que investiga o suposto tráfico de influência na liberação de recursos do Ministério da Educação.

Em março deste ano, se tornou conhecida uma gravação na qual Ribeiro, ainda como ministro, disse que priorizava o repasse de dinheiro a municípios indicados por pastores e que, ao fazer isso, atendia a um pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Com a saída de Ribeiro do cargo, as investigações saíram do STF e foram para a Justiça Federal em Brasília. O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, entendeu que, soltos, Ribeiro e os pastores poderiam interferir nas investigações e, por isso, determinou a prisão deles.

Um dia depois, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília, mandou soltar os investigados. O magistrado entendeu que medidas cautelares seriam mais adequadas porque Ribeiro não é mais ministro.

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