Master consultou família de Moraes sobre fundos de pensão
Parecer de 2024 alertou sobre riscos de corrupção
Kleber Pizão - 14/07/2026 18h53 | atualizado em 14/07/2026 19h35

O Banco Master contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para avaliar riscos na captação de recursos de fundos de pensão de servidores públicos (RPPS). A consulta ocorreu em meio a uma crise de credibilidade da instituição financeira.
Emitido em julho de 2024, o parecer jurídico assinado por parentes do ministro do STF concluiu que o banco estava apto a captar as verbas, mas alertou para riscos de corrupção e conflito de interesse. O documento foi revelado pelo portal Metrópoles.
O contrato totalizava R$ 129 milhões, dos quais R$ 80,2 milhões foram pagos entre 2024 e 2025, antes da intervenção do Banco Central no Master. A busca pelo serviço ocorreu após a Caixa Econômica Federal vetar a compra de R$ 500 milhões em papéis do banco.
A Polícia Federal realizou quatro operações para investigar aplicações suspeitas de regimes de previdência no Master, incluindo aportes de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência. Para o Ministério Público Federal, o dinheiro dessas previdências sustentou o banco.
Para mitigar as ameaças apontadas no parecer, as advogadas sugeriram a criação de normas de controle interno e o fortalecimento do compliance. Tanto o escritório Barci de Moraes quanto o ministro Alexandre de Moraes não se manifestaram sobre o assunto.
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