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Master aparece em 77 mil ações; esposa de Moraes só está em uma

Viviane Barci firmou contrato com o banco que previa recebimento mensal de cerca de R$ 3,6 milhões

Paulo Moura - 12/12/2025 15h24 | atualizado em 12/12/2025 17h49

Viviane Barci e Alexandre de Moraes Foto: Evaristo Sa / AFP

Envolvido em cerca de 77 mil processos judiciais, o Banco Master só tem a presença da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como representante legal em uma dessas ações. Os dados constam em um levantamento divulgado pelo portal UOL a partir de dados compilados do site Escavador, que reúne informações de todos os tribunais brasileiros.

A ausência de outros registros públicos com o nome de Viviane não significa, porém, que ela não esteja atuando em outros casos envolvendo a instituição financeira, especialmente considerando que muitos processos podem ser sigilosos ou não ter sido corretamente registrados. O banco atualmente é investigado por acusações de fraude que podem chegar, segundo a Polícia Federal (PF), a R$ 12 bilhões.

A única ação na qual ela figura como advogada do Banco Master está relacionada a uma acusação de calúnia, injúria e difamação movida contra Vladimir Joelsas Timerman, gestor da Esh Capital. Este processo, iniciado no final de 2024, tramita sob segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

De acordo com o Escavador, Viviane figura em cerca de 1,6 mil processos e tem como seu principal cliente o parque Hopi Hari, com aproximadamente 600 ações. Nesta semana, o empreendimento saiu de uma recuperação judicial que perdurava desde 2016. O Master, por sua vez, figura principalmente em ações de direito do consumidor, como contratos bancários e superendividamento.

ACORDO DE VIVIANE COM O BANCO
Em meados do mês de novembro, a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Compliance Zero, em São Paulo, contra esquema de fraudes financeiras. Um dos investigados foi o Banco Master, por inúmeras irregularidades. Na ocasião, foram apreendidos documentos digitais que mostram um contrato de alto valor entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes.

Os arquivos não foram encontrados em locais comuns, mas, especificamente, no celular do controlador do banco, Daniel Vorcaro. Eles indicavam pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês ao escritório Barci de Moraes Advogados pelo período de três anos. Se cumprido até o fim, o acordo renderia R$ 129 milhões. O contrato previa que o escritório representasse o banco em diferentes frentes, sem citar casos específicos.

Embora o Master tenha entrado em liquidação e o valor total não tenha sido pago, mensagens obtidas pela PF sugerem que os repasses ao escritório eram tratados como prioridade por Vorcaro, segundo trocas de mensagens com funcionários do banco.

A equipe que apurou o caso buscou informações com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mas uma funcionária afirmou que ninguém comentaria o assunto e não forneceu contato para resposta oficial. O Banco Master também não respondeu aos questionamentos. As informações foram divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

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