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Mario Frias: Lei da Ficha Limpa é “imbecilidade da esquerda”

Para Jair Bolsonaro, a Lei da Ficha Limpa é "utilizada para perseguir a direita"

Pleno.News - 09/02/2025 17h25 | atualizado em 10/02/2025 12h26

Deputado federal Mario Frias (PL-SP) Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Ex-secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL) e atual deputado federal, Mário Frias (PL-SP) classificou a Lei da Ficha Limpa como “imbecilidade da esquerda”.

– A lei da ficha limpa é uma daquelas imbecilidades de esquerda que a sociedade compra sem sequer refletir. A turma que adora idolatrar a burocracia não eleita atribuiu a ela o poder de impedir eleição popular – afirmou Frias.

Ainda segundo Frias, a Lei da Ficha Limpa permitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participasse das eleições de 2022, mas impossibilita a candidatura de Bolsonaro à Presidência.

No caso do petista, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu anular as condenações sofridas por ele na Operação Lava Jato, por entender que a 13ª Vara Federal em Curitiba não era o “juiz natural” dos casos, não tendo competência legal para julgar as acusações.

– Essa conversa de que a Lei da Ficha Limpa é para impedir criminoso de se candidatar se esbarra na realidade de um ex-condenado como o Lula presidente e de um Bolsonaro podendo ficar inelegível, pela ridícula acusação de golpe de Estado – observou Frias.

Jair Bolsonaro, em vídeo divulgado nas redes sociais, na última sexta-feira (7), associou os casos de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e declarou que a Lei da Ficha Limpa é “utilizada para perseguir a direita”.

Os parlamentares aliados de Bolsonaro estão se mobilizando para forçar a tramitação de um projeto de lei complementar (PLC) de autoria do deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) que visa diminuir o tempo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa de oito para dois anos. Desta forma, o ex-presidente, que hoje está inelegível até 2030, poderia disputar o pleito presidencial de 2026.

Em outra frente, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) protocolou na última quarta-feira (5) uma proposta que exige uma condenação na Justiça civil comum para a imposição da inelegibilidade. O texto também beneficiaria a candidatura de Bolsonaro.

*Com informações AE

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