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Novo secretário de Cultura mostra alinhamento com posicionamentos defendidos por Bolsonaro

Paulo Moura - 22/06/2020 12h27 | atualizado em 22/06/2020 12h30

Mário Frias é o novo secretário de Cultura do governo Foto: Reprodução

Escolhido para a Secretaria Especial de Cultura como substituto de Regina Duarte, o ator Mário Frias tem mostrado que possui profundo alinhamento com as convicções defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro. Apoiador da hidroxicloroquina, crítico do Supremo Tribunal Federal e contrário ao ex-ministro Sergio Moro, Frias é apoiador firme de Bolsonaro nas redes sociais.

Em sua conta no Instagram, por exemplo, o ator tem dedicado boa parte de suas postagens na defesa do presidente, seja compartilhando conteúdos divulgados por Bolsonaro ou rebatendo críticas feitas pela imprensa, personalidades ou movimentos contra o chefe do Executivo e seus aliados, como quando comentou o chamado inquérito das fake news que tramita no Supremo.

– Até o momento a Folha, Globo, Estadão… não apontaram uma só Fake News produzida pelo tal ‘gabinete’ – escreveu.

Frias também denunciou o que considerou como uma tentativa de “disseminar uma agenda globalista” por figuras como o petista Fernando Haddad, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e investidor George Soros.

– Metacapitalistas financiam as esquerdas (marxistas e fabianos) para difundir ‘boas práticas’ (aborto, desarmamento, gênero, lgbt, feminismo, movimentos antifas…) – diz o texto.

Já nos temas relacionados ao combate da pandemia de coronavírus, o ator tem mostrado que defende pontos como, por exemplo, a volta ao trabalho para evitar que o dano causado pela pandemia seja maior que as medidas de precaução contra a Covid. A posição também é compartilhada por Bolsonaro, que já fez várias declarações sobre o assunto.

– O vírus existe e precisamos lidar com ele. Mas temos que ter o direito de escolher se vamos morrer de fome ou de Covid. Se devemos ou não ficar em casa. Se perdermos o direito de escolher perderemos tudo, vamos perder muito mais do que uma pandemia pode nos tirar. Perderemos o direito de viver nossas vidas de acordo com o que acreditamos. Será a morte da democracia – escreveu Frias em sua conta no Instagram.

Em diversas ocasiões, Frias também defendeu o uso da hidroxicloroquina, como quando criticou a pesquisa que tentou deslegitimar o uso do remédio com um estudo que apresentou diversas inconsistências.

– Desculpas não trarão vidas de volta. Quem apoiou essa covardia está com as mãos sujas de sangue – declarou.

O Supremo Tribunal Federal e o ex-ministro Sergio Moro também foram alvos de críticas do novo secretário de Cultura. Em diversas ocasiões, Frias já compartilhou publicações do presidente ou de apoiadores que criticavam a Suprema Corte por interferir nas decisões do Executivo e por tentar “desestabilizar um governo legítimo”.

Sobre Moro, Frias participou do programa Aqui na Band, no dia 30 de abril, e cobrou do ex-ministro, entre outras coisas, um “comportamento ético” em sua saída do governo.

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