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Mário Frias desabafa sobre sequestro do pai e critica Lula

Ex-secretário relacionou seu passado a declarações recentes do ex-presidente

Pleno.News - 24/06/2022 11h26 | atualizado em 24/06/2022 11h44

Mário Frias Foto: Reprodução / Youtube / Cara a Tapa

O ex-secretário especial da Cultura, Mário Frias, desabafou sobre seu pai, Mario Antônio Frias, ter sido sequestrado e morto durante sua infância. O tema delicado levou o ex-secretário a revelar sua indignação para com o ex-presidente Lula (PT), que contou ter atuado para libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz, em 1998. Para Frias, “só quem já perdeu alguém para o crime organizado consegue entender o quão revoltante é ver alguém defendendo bandido na maior naturalidade”.

– Quando eu ainda era um garoto, criminosos destruíram a vida da minha família. Meu pai foi vítima de um sequestro e depois foi morto. Não sei dizer o que senti vendo o Lula na maior cara de pau dizer que ajudou a libertar sequestradores. Só quem já perdeu alguém para o crime organizado consegue entender o quão revoltante é ver alguém defendendo bandido na maior naturalidade. Senti na pele quando meu pai foi sequestrado e assassinado por bandidos enquanto trabalhava. Essa dor e essa perda jamais serão reparadas – pontuou, durante entrevista ao jornalista Rica Perrone.

Frias prosseguiu dizendo ter vivido “muitos anos no escuro sem ao menos poder ver a justiça sendo feita e os culpados pagando por seus crimes”.

– É inacreditável que um defensor do crime organizado que fala abertamente que colaborou para soltar sequestradores, tenha apoio da mídia para ser Presidente do Brasil. Às vezes me recuso a acreditar que existem pessoas que apoiam esse tipo de gente. Talvez o dia que elas sofrerem o que eu e minha família sofremos com a perda do meu pai, o que tantas famílias sofrem todos os dias por causa do crime organizado – assinalou.

No último dia 18, Lula narrou ter procurado o senador Renan Calheiros (MDB) e o ex-chefe do Executivo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz da prisão.

– Esses jovens, que tinham argentinos, tinha gente da América Latina, ficaram presos dez anos. Teve um momento que eu fui conversar com o Fernando Henrique Cardoso porque eles estavam em greve de fome e iam entrar em greve seca [ficar sem comer e beber]. A morte seria certa. Aí, então, eu fui procurar o ministro da Justiça chamado Renan Calheiros – declarou.

Segundo Lula, o então ministro o aconselhou a conversar com FHC. De acordo com o petista, Cardoso pediu em troca uma ajuda para que a greve de fome fosse encerrada.

– E eu fui na cadeia no dia 31 de dezembro conversar com os meninos e falar: “Olha, vocês vão ter de dar a palavra para mim, vocês vão ter de garantir pra mim, que vão acabar com a greve de fome agora e vocês serão soltos”. Eles respeitaram a proposta, pararam a greve de fome e foram soltos. E eu não sei aonde que eles estão agora – afirmou.

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