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Marina Silva defende Lula após protesto em Campinas

Ex-ministra classificou como "ato de covardia"

Pleno.News - 06/05/2022 14h42 | atualizado em 06/05/2022 14h50

Ex-ministra Marina Silva Foto: EFE/José Jácome

A ex-ministra Marina Silva defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o petista ser alvo de um protesto em Campinas (SP) nesta quinta-feira (5). Nas redes sociais, nesta sexta (6), ela classificou o episódio como “ato de covardia”. Nas últimas semanas, Lula tem tentado, sem sucesso, se reaproximar da antiga aliada e conquistar o apoio dela à sua candidatura ao Palácio do Planalto.

O gesto de Marina vem após ela faltar a um ato político em que uma ala da Rede anunciou o embarque oficial na campanha de Lula. Na cerimônia organizada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) no dia 28 de abril, em Brasília, o petista fez um aceno à ex-ministra.

– Eu, na verdade, esperava que a Marina estivesse aqui. A minha relação com a Marina é muito antiga, é muito grande – declarou.

Lula também disse, contudo, que não entendia os “momentos de raiva” de Marina, que foi filiada ao PT por mais de três décadas, e deixou o partido em 2009. Numa entrevista ao UOL, em 2 de maio, a ex-ministra classificou a fala de Lula como machista.

– Se fosse com um homem o diálogo, será que seria nesses termos? – questionou.

Hoje, Marina se solidarizou com o petista por causa dos xingamentos direcionados a ele e disse que o episódio foi “inadmissível”.

– Isso não é política. É um ato de covardia. Me solidarizo com o pré-candidato @lulaoficial. Não se pode permitir que a violência política integre o processo eleitoral como tática para chegar ao poder – escreveu a ex-ministra, no Twitter.

– As autoridades responsáveis pela segurança pública no país precisam agir com prontidão para evitar que tais cenas se repitam daqui em diante. A integridade física e a vida dos pré-candidatos também estão sob suas responsabilidades – emendou Marina.

Marina se candidatou à Presidência em 2010, 2014 e 2018. Em 2014, declarou voto em Aécio Neves (PSDB) no segundo turno contra Dilma Rousseff (PT) e, dois anos depois, orientou a Rede a votar pelo impeachment da petista.

Em 2014, a estratégia usada pelo marqueteiro de Dilma, João Santana, para barrar o crescimento da ex-ministra nas pesquisas foi considerada bastante agressiva e piorou a relação dela com o PT. Hoje, Santana integra a campanha do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) à Presidência.

*AE

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