Marçal pede ao TSE suspensão de inelegibilidade por 8 anos
Solicitação foi apresentada neste domingo
Pleno.News - 31/08/2026 17h31 | atualizado em 31/08/2026 18h26

Os advogados do candidato à Presidência Pablo Marçal (PRTB) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo a suspensão da inelegibilidade dele por oito anos. A solicitação foi apresentada neste domingo (30), por meio de tutela de urgência.
O TSE foi acionado após o Tribunal Regional Eleitoral de Sãio Paulo (TRE-SP) barrar a subida de um recurso contra a condenação.
A defesa de Marçal alega urgência por causa da proximidade dos prazos do calendário eleitoral de 2026. De acordo com os advogados, a manutenção dos efeitos da condenação pode prejudicar a candidatura de Marçal à Presidência. As informações são da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
ENTENDA
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, rejeitou recursos apresentados pela defesa de Pablo Marçal. Com a decisão, permanece a inelegibilidade do empresário por oito anos, até 2032, além da multa de R$ 420 mil.
Marçal foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. A defesa informou que não irá se manifestar sobre o caso.
Segundo a Justiça Eleitoral paulista, as provas reunidas no processo apontaram a existência de uma “estrutura empresarial” para remunerar influenciadores responsáveis pela produção de vídeos de “cortes” durante a campanha. Marçal terminou a eleição municipal em terceiro lugar e ficou fora do segundo turno.
O TRE-SP também negou recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pretendia ampliar a condenação para incluir abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos. De acordo com Encinas Manfré, não havia provas suficientes dessas práticas, e uma nova análise das evidências seria proibida em recurso especial eleitoral.
A decisão representa mais um revés para Marçal na Corte paulista, que, em 5 de agosto, já havia rejeitado por unanimidade outro recurso da defesa.
A derrota no TRE-SP ocorre também poucos dias depois de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por unanimidade, determinou cautelarmente que Marçal não tenha acesso aos fundos eleitoral e partidário, nem participe de campanhas de rádio e televisão ou de debates. A medida vale até que o TSE analise o registro de sua eventual candidatura nas eleições de 2026.
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