Malafaia se manifesta sobre denúncia da PGR e critica STF
Pastor é acusado de calúnia e injúria contra comandante do Exército; saiba os detalhes
Priscilla Brito - 26/12/2025 15h10 | atualizado em 26/12/2025 16h20

Nesta sexta-feira (26), o pastor Silas Malafaia se pronunciou sobre a denúncia apresentada pelo Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. A declaração ocorreu por meio de vídeo publicado em suas redes sociais.
Segundo Malafaia, a denúncia se refere a declarações feitas durante o ato Anistia Já, no dia 6 de abril, na Avenida Paulista. Na ocasião, o pastor defendia o general Braga Netto e afirmou:
– Cadê esses generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem.
O líder religioso destacou que não citou o nome de Tomás Paiva e questionou o motivo da denúncia direcionada a ele como se tivesse mencionado o general.
Malafaia também criticou o encaminhamento do caso ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
– Eu não tenho prerrogativa de função, eu não tenho foro no Supremo Tribunal Federal. Ele tinha que mandar para a primeira instância – disse.
O pastor disse que, segundo o procurador-geral da República Paulo Gonet, o caso foi enviado ao STF porque Moraes preside o inquérito das fake news e das milícias digitais. Ele questionou:
– O que tem a ver a manifestação da minha opinião em uma manifestação pública com fake news? Absolutamente nada. (…) Repito, o que tem a ver minha opinião, minha liberdade de expressão garantida pelo artigo 5º, inciso 4º da Constituição, com questões de fake news? Isso é um absurdo – afirmou.
Outro ponto criticado por Malafaia foi a velocidade com que Moraes respondeu à denúncia.
– No dia 18, sexta-feira, Paulo Gonet me denuncia. No dia 20, domingo, Alexandre de Moraes determina prazo de 15 dias para eu responder à denúncia. Só tem um detalhe: de 20 de dezembro a 20 de janeiro é o recesso do Judiciário. Quem responde ao plantão no recesso é o presidente ou o vice-presidente, no caso Alexandre de Moraes. Como ele, no recesso, manda me intimar numa velocidade que não acontece nunca? Isso é uma vergonha – declarou.
Malafaia também enfatizou seu direito ao duplo grau de jurisdição, previsto no artigo 5º, inciso 50, da Constituição:
– Todo brasileiro tem o direito de recorrer às diversas instâncias. Como Lula e a quadrilha do PT, que foram julgados e condenados por unanimidade. O que eu tenho que ser julgado no STF? Repito, eu não tenho prerrogativa de função, nem foram lá – disse.
Ele também questionou os ministros Gilmar Mendes, decano do STF, e Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, sobre onde poderá recorrer.
– Aonde eu vou recorrer? O STF se tornou um tribunal de pura perseguição política, nada mais e nada menos do que isso. Que país é esse? – questionou.
Malafaia finalizou criticando a postura de Gonet e de Moraes.
– Paulo Gonet se tornou capacho e subserviente. Alexandre de Moraes envergonha o STF – disse.
E continuou:
– Paulo Gonet, você vai denunciar a jornalista, denunciar a jornalista Malu Gaspar, pelo que ela falou de Alexandre de Moraes? Vai denunciar os milhões sem justificativa que a mulher de Alexandre de Moraes recebeu? Vai denunciar Alexandre de Moraes por tráfico de influência? [ministro] Dias Tóffoli? Não. Isso é uma vergonha! – finalizou.
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