Malafaia diz que candidatura de Flávio “não empolgou a direita”
Declaração foi dada em entrevista
Mayara Macedo - 22/01/2026 14h14 | atualizado em 22/01/2026 14h47

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia voltou a defender que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Para Malafaia, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “não empolgou a direita”.
Em entrevista ao SBT News, o líder religioso afirmou que há outros quadros qualificados no campo conservador – como os governadores Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; mas avaliou que a eleição exige mais do que “competência”. Segundo ele, vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por construir uma frente que reúna centro e direita, algo que, na sua leitura, Tarcísio consegue fazer com mais facilidade.
Malafaia também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como ativo eleitoral, ao citar a capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos.
– A direita pura não ganha a eleição – afirmou, ao defender uma candidatura com maior “capilaridade” e apoio além do núcleo que apoia Bolsonaro.
O pastor argumentou ainda que o fato de a esquerda reagir com mais intensidade a Tarcísio – e não a Flávio – seria um indicativo de quem representa ameaça real no pleito.
– Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar o Lula – disse, ressaltando não ter objeções pessoais ao senador, mas insistindo que sua eventual candidatura “não empolgou a direita”.
Malafaia também questionou a escolha de Bolsonaro pelo filho Flávio como candidato, ao sugerir que o senador teria se aproveitado do estado emocional do pai.
Segundo Malafaia, a forma como a decisão foi conduzida revela fragilidade política.
– Eu achei uma afronta, um pai, debilitado emocionalmente, o filho ir lá, sozinho, e arrancar dele: “Ô, eu sou candidato”. Depois, o filho vai lá e faz o pai escrever: “Sou candidato”. Acho isso um amadorismo político, se aproveitando de um momento de debilidade emocional de Bolsonaro – afirmou.
Na avaliação de Malafaia, inclusive, a decisão de Tarcísio de recuar de visitar Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, nesta quinta-feira (22), se deve as recentes declarações de Flávio. Ao O Globo, o senador afirmou que o governador ouviria de Bolsonaro que sua reeleição em São Paulo é “fundamental para a estratégia nacional” e que uma candidatura presidencial do governador estaria descartada.
– Na minha visão, Tarcísio falou: “Não vou agora, vou deixar passar. Eu não vou de baixo dessa pressão, de que eu vou chegar lá para ser um cordeirinho”. É a minha visão do que eu estou presenciando agora, eu não falei com o Tarcísio. Estou dando a minha opinião e a minha visão – disse.
Conforme a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo (Secom), o encontro entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi adiado por conflito de agenda. Uma nova data será marcada.
*AE
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