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Maia critica visita de Pompeo, secretário de Estado dos EUA

Para o presidente da Câmara dos Deputados, visita há46 dias das eleições "não condiz com a boa prática diplomática internacional"

Henrique Gimenes - 18/09/2020 19h58 | atualizado em 18/09/2020 20h33

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (18), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a visita feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, às instalações da Operação Acolhida em Roraima.

Para o presidente da Câmara, a visita de Pompeo “no momento em que faltam apenas 46 dias para a eleição presidencial norte-americana, não condiz com a boa prática diplomática internacional e afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”.

Pompeo veio ao Brasil para um encontro com ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, se encontrarão para conversar sobre a imigração venezuelana, segundo informações da embaixada americana no Brasil. A visita de Pompeo ao Brasil faz parte de uma agenda de encontros com líderes da América Latina.

Em nota, Maia também lembrou que o “patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco deixou-nos um legado de estabilidade em nossas fronteiras e de convívio pacífico e respeitoso com nossos vizinhos na América do Sul. Semelhante herança deve ser preservada com zelo e atenção, uma vez que constitui um dos pilares da soberania nacional e verdadeiro esteio de nossa política de defesa”.

Leia a nota:

A visita do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, nesta sexta-feira, às instalações da Operação Acolhida, em Roraima, junto à fronteira com a Venezuela, no momento em que faltam apenas 46 dias para a eleição presidencial norte-americana, não condiz com a boa prática diplomática internacional e afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa.

Como Presidente da Câmara dos Deputados, vejo-me na obrigação de reiterar o disposto no Artigo 4º da Constituição Federal, em que são listados os princípios pelos quais o Brasil deve orientar suas relações internacionais. Em especial, cumpre ressaltar os princípios da: (I) independência nacional; (III) autodeterminação dos povos; (IV) não-intervenção; e (V) defesa da paz.

Patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco deixou-nos um legado de estabilidade em nossas fronteiras e de convívio pacífico e respeitoso com nossos vizinhos na América do Sul. Semelhante herança deve ser preservada com zelo e atenção, uma vez que constitui um dos pilares da soberania nacional e verdadeiro esteio de nossa política de defesa.”

Rodrigo Maia

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