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Maia avalia ir para o MDB ou criar novo partido de centro

Ex-presidente da Câmara está de malas prontas para deixar o DEM

Pleno.News - 05/03/2021 17h29 | atualizado em 05/03/2021 17h51

Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados Foto: Reprodução

Depois de deixar a presidência da Câmara dos Deputados no mês passado, sem conseguir eleger seu sucessor, Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai reorganizando sua estratégia política.

Abandonado nessa disputa pelo presidente nacional do DEM, ACM Neto, Maia vai deixar o partido. Ele disse ao Estadão que deve filiar-se ao MDB ou a um novo partido de Centro, embora tenha dúvidas sobre a viabilidade dessa segunda alternativa.

– O MDB é um partido com quadros com quem eu tenho uma relação histórica muito importante. E me sentiria confortável – afirma o deputado.

Paralelamente, Maia segue à frente da articulação de uma candidatura de centro contra Bolsonaro. Ele defende que os quatro principais nomes do grupo – João Doria (PSDB), Luciano Huck (sem partido), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Eduardo Leite (PSDB) – passem o ano debatendo e apresentando suas ideias, mas que isso produza uma candidatura única até o final de 2021.

– Nessa eleição, mais importante do que nas outras, os projetos pessoais têm de ser engavetados. Todos têm o direito de colocar o seu projeto até um determinado momento. A partir daí, é óbvio que tem de se consolidar uma candidatura – avaliou.

Para Maia, todo o desgaste sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro abre espaço político para uma candidatura de oposição nesse campo – especialmente, com todos os problemas enfrentados pelo governo na condução do combate à pandemia do coronavírus. Ainda assim, o ex-presidente da Câmara dos deputados insiste que não havia condições políticas para abrir um processo de impeachment contra o presidente, apesar dos mais de 60 pedidos que foram apresentados na Câmara durante sua gestão.

Maia defende, agora, a criação de uma CPI da Pandemia, para investigar os erros e irregularidades cometidos pelo governo. E não tem dúvidas de que, em algum momento, Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, serão responsabilizados por seus atos no enfrentamento da pandemia.

*Estadão

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