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Magistrados querem “cota” no Supremo para juízes de carreira

Associação quer que um terço das vagas seja destinado a juízes

Paulo Moura - 28/06/2021 10h18 | atualizado em 28/06/2021 10h43

Sede do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/SCO/Dorivan Marinho

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, defendeu que um terço das vagas do Supremo Tribunal Federal (STF) seja destinado a juízes de carreira. De acordo com a dirigente, a medida seria uma maneira de amplificar os princípios da magistratura na Suprema Corte. A sugestão foi apresentada ao presidente Jair Bolsonaro.

– Toda corte tem renovações, e elas são muito bem-vindas. Nós, da AMB, pedimos que um terço das vagas do STF seja destinado aos magistrados que fizeram concurso público, que se submeteram a todo o crivo da carreira – disse Renata Gil.

A declaração foi feita por ela em entrevista ao site Poder 360. À publicação, Renata também defendeu que as férias para os magistrados sejam de 60 dias já que, de acordo com ela, os magistrados não seriam “trabalhadores como os outros trabalhadores”.

– Muita gente não sabe que o juiz brasileiro não tem FGTS, horário de trabalho. Se é para colocar a magistratura dentro do funcionalismo ordinário, vamos fazer uma reforma completa. Professores universitários têm 45 dias de férias; outras categorias têm 60. Todo esse aparato de proteção aos juízes têm resultado. O CNJ estabelece metas e cumprimento de prazos – disse.

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