Lulinha: André Mendonça manda apurar suspeita de vazamento
Determinação foi motivada pela divulgação, em reportagens jornalísticas, de detalhes de inquéritos
Paulo Moura - 21/08/2026 12h05 | atualizado em 21/08/2026 12h38

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) que a Polícia Federal (PF) apure possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionadas às investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A determinação foi motivada pela divulgação, em reportagens jornalísticas, de mensagens privadas e detalhes dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e informações relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na decisão, Mendonça deixou claro que a investigação não deve ter como alvo jornalistas ou os responsáveis pela publicação das reportagens. Segundo o ministro, a apuração deve buscar identificar quem tinha o dever funcional de preservar o sigilo das informações e eventualmente permitiu que elas fossem divulgadas.
– A investigação que já se encontra em curso não deve ter como foco, em hipótese alguma, os autores ou quaisquer responsáveis pela veiculação das notícias jornalísticas – afirmou Mendonça.
O ministro ressaltou ainda a proteção constitucional à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte. Para ele, os jornalistas tiveram acesso indireto a informações que originalmente estavam sob sigilo. Mendonça determinou que a PF inclua na investigação a apuração sobre a origem dos dados que foram divulgados.
No início de agosto, a defesa da lobista Roberta Luchsinger havia solicitado a abertura de uma investigação para apurar possível vazamento de conversas mantidas entre ela e Lulinha. O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal e abrangia agentes que tiveram acesso às investigações, incluindo delegados cedidos ao gabinete de André Mendonça.
Atualmente, existem três inquéritos no STF relacionados a Lulinha. Dois deles, sob relatoria de André Mendonça, apuram suspeitas de tráfico de influência em negociações envolvendo o Ministério da Saúde e a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal. O terceiro está sob relatoria do ministro Flávio Dino e também apura uma possível atuação em favor de interesses privados junto a órgãos públicos.
Leia também1 TSE define tempo da propaganda eleitoral na TV; veja divisão
2 Seguranças de rua são presos por agredir ciclista até a morte no Rio
3 Globo vai realizar sabatina com presidenciáveis após o JN
4 Queda de avião em base militar dos EUA no Alasca deixa 8 mortos
5 Youtuber Lito Sousa está com doença degenerativa incurável



















