Leia também:
X Haddad, sobre Lulinha: “Lula vai deixar a PF trabalhar”

Lula terá novo encontro com Davi Alcolumbre sobre escala 6×1

Reunião deverá ocorrer na próxima semana, segundo líder do governo na Casa

Pleno.News - 07/08/2026 18h13 | atualizado em 07/08/2026 20h42

Lula e Davi Alcolumbre Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (7) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não firmaram nenhum compromisso para destravar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Segundo ele, o governo terá duas semanas de esforço concentrado no Congresso antes das eleições para tentar avançar com a matéria.

— Não houve nenhum compromisso firmado. Esperamos que esse compromisso seja feito nas próximas semanas — disse Boulos.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado Federal, confirmou à Jovem Pan que um novo encontro entre o chefe do Executivo e o presidente da Casa Alta acontecerá na semana que vem. O ministro disse ainda que haverá mobilizações sociais na próxima segunda-feira (10), em todas as capitais do país em favor da pauta.

Lula e Alcolumbre se reuniram na noite de terça (4) após três meses e meio sem conversar. O encontro ocorreu durante um jantar oferecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o objetivo de reaproximar os dois.

Boulos afirmou que o fim da escala 6×1 é a principal prioridade legislativa do governo neste segundo semestre e disse que a decisão foi tomada em reunião ministerial e chancelada por Lula.

— Existem várias outras pautas que consideramos importantes, mas a prioridade principal é o fim da escala 6×1 — declarou em coletiva de imprensa após reunião com representantes de centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, em São Paulo (SP).

A PEC está parada no Senado há dois meses e uma semana, após ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. A proposta estabelece a adoção imediata da escala 5×2 e a redução inicial da jornada de 44 para 42 horas semanais, com posterior diminuição para 40 horas.

Segundo Boulos, adiar a votação para depois das eleições aumentaria o risco de o texto ser alterado para ampliar o período de transição, criar compensações aos empregadores ou permitir a redução de salários.

— Quem quer jogar isso para depois da eleição quer apostar no esquecimento do eleitor — afirmou.

O ministro atribuiu essa estratégia ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Na avaliação de Boulos, parlamentares teriam mais dificuldade para votar contra a proposta antes das eleições devido à repercussão entre os trabalhadores, mas poderiam mudar de posição depois do pleito.

A expectativa do governo é que Alcolumbre envie a PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será designado um relator. Depois da análise do colegiado, o texto poderá seguir ao plenário do Senado.

Boulos afirmou ainda que o governo não aceitará novas mudanças no conteúdo da PEC aprovada pela Câmara. Segundo o ministro, a proposta já resulta de uma negociação que reduziu a jornada inicialmente para 42 horas semanais e estabeleceu uma transição para as 40 horas.

*Com informações AE

Leia também1 Haddad, sobre Lulinha: "Lula vai deixar a PF trabalhar"
2 Mãe de Eliza Samúdio confirma candidatura a deputada estadual
3 Petrobras: Venda compulsória de gás não baixará preços
4 Caiado sugere criar uma polícia unificada na América do Sul

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.