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Lula também fala em desmembrar o Ministério da Economia

Medida foi anunciada por Bolsonaro nesta semana

Monique Mello - 28/05/2022 08h40 | atualizado em 28/05/2022 08h46

Ex-presidente Lula Foto: EFE/ Sebastião Moreira

Na busca do apoio dos empresários descontentes com a política industrial e com a redução das tarifas de importação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu recriar ainda este ano o Ministério da Indústria e Comércio Exterior, extinto e anexado ao superministério da Economia no início do governo.

Rival de Bolsonaro na corrida presidencial deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já deu sinais de que, se eleito, pode desmembrar o Ministério da Economia e repetir o que fez no seu primeiro mandato, em 2003, quando nomeou um empresário para o comando de um novo ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

O empresário Luiz Fernando Furlan foi o primeiro ministro da pasta e tinha uma relação próxima com Lula para levar diretamente ao presidente as demandas do setor.

Os empresários que pediram ao presidente a recriação do ministério reclamam agora que não há essa interlocução direta e que a pasta de Guedes é muito grande, o que na avaliação deles acaba deixando os assuntos da indústria e comércio exterior em segundo plano.

– O presidente Bolsonaro foi sensível à nossa demanda. Depois da pandemia e da guerra na Ucrânia, há uma necessidade de fortalecer a indústria – disse o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe.

– Na hora que concentra muita coisa no ministério, que já é grande, a indústria acaba virando um apêndice – disse ele, ressaltando que não é uma insatisfação especificamente com Guedes, mas ponderou que no seu ministério há uma visão financista de um conjunto de economistas liberais que “às vezes não fazem uma relação de custo e benefício de toda a sociedade”.

Para o empresário, o Brasil não pode estabelecer uma política industrial sem ter um ministério da indústria e do comércio exterior. Ele disse que vê com preocupação as últimas medidas tomadas pelo governo, como a redução de alíquotas de importação, o que favorece a competição de produtos estrangeiros.

*AE

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