Lula sobre EUA: “Mentiram na 1ª vez que taxaram o Brasil”
Petista deu declarações nesta quinta-feira
Ana Luiza Menezes - 11/06/2026 14h02 | atualizado em 11/06/2026 16h22

Nesta quinta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. Ele deu declarações durante evento de apresentação de dados sobre o desmatamento, na Amazônia e no Cerrado brasileiro, na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília (DF).
O petista disse que o país norte-americano mentiu na primeira vez que taxou o Brasil e que voltou a mentir agora quando apontou a questão do desmatamento.
– Nós vamos ter que pegar esses dados, que vocês vão tornar público amanhã, mandar para o cidadão do Comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior. E vamos comprar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos. (…) Eles mentiram na primeira vez que taxaram o Brasil em 50% dizendo que tinha déficit comercial. Nós provamos que eles tiveram um superávit muito alto em 15 anos (…) E agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento. Eles não sabem o trabalho que nós fazemos – falou Lula.
Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras após concluir uma investigação que apontou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais americanos. A proposta foi divulgada no dia 1º de junho de 2026.
Segundo o relatório, o governo americano entende que determinadas políticas adotadas pelo Brasil seriam “irrazoáveis ou discriminatórias” e estariam restringindo o comércio dos Estados Unidos. A apuração foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado por Washington para investigar práticas comerciais de outros países.
Em 2025, Trump enviou uma carta para Lula e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A taxa, que entrou em vigor em 1° de agosto de 2025, afetou setores como aço e agronegócio.
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