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Lula quer polícia nas ‘coberturas’ e não ‘matando gente nas favelas’

Presidente defendeu a "PEC da Segurança Pública" e disse que ela servirá para que o Estado não seja "derrotado por nenhuma organização criminosa"

Pleno.News - 15/01/2026 21h38 | atualizado em 16/01/2026 14h26

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a “PEC da Segurança Pública”, em análise no Congresso Nacional, servirá para que o Estado não seja “derrotado por nenhuma organização criminosa” e que quer chegar na “cobertura” em vez de só “matar gente em favela”. As declarações ocorreram nesta quinta-feira (15), durante a solenidade de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que substitui Ricardo Lewandowski no cargo.

– Não é só a transferência de dinheiro. Qual é a ação da Polícia Federal? Qual é a ação da Guarda Nacional, que nós temos que criar com muita força? Qual é a ação da Polícia Rodoviária Federal? Qual é o papel de cada um? Para que a gente possa definitivamente dizer que o Estado não pode ser derrotado por nenhuma organização criminosa, por nenhuma organização empresarial, por nenhuma organização religiosa – disse.

E continuou:

– Nada pode derrotar o Estado, a não ser a incompetência e a incapacidade dos governantes e das instituições – apontou.

Na ocasião, ele também disse que o novo ministro dará sequência ao trabalho “para que a gente possa, pela primeira vez, não ficar apenas matando gente em favela, não apenas ficar prendendo pobre, mas chegar na cobertura”.

O presidente também defendeu a autonomia do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal.

– Quando a gente governa, a gente, muitas vezes, a gente acha ruim que vocês tenham tanta autonomia. Mas se vocês não tivessem autonomia, certamente as instituições não teriam a importância que têm, porque seriam facilmente cooptadas pelo poder político – declarou.

Ele acrescentou:

– É importante que vocês digam em alto e bom som: eu não pertenço ao presidente da República. Eu não pertenço ao presidente do Senado. Eu não pertenço ao presidente da Câmara. Eu sou uma instituição democrática do Estado brasileiro, que pertence ao povo brasileiro – afirmou.

*AE

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