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Lula libera ministros para as eleições: “Por favor, não percam”

Mudanças ministeriais devem acontecer até abril de 2026

Thamirys Andrade - 17/12/2025 10h49 | atualizado em 17/12/2025 12h57

Última reunião ministerial do ano Foto: Frame de vídeo / YouTube / Lula

Em sua última reunião ministerial do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para a saída de todos os ministros que queiram disputar as eleições de 2026. O petista pediu, porém, que eles ganhem a vaga do cargo que disputarão.

– Quando você tem um ministro, ele chora: “Por que eu?” Quando aquele quer sair, ele encontra todos os argumentos necessários para sair e joga a responsabilidade em cima do povo. “O povo quer que eu saia, a base está fazendo pressão, meu estado está exigindo”. Eu vou ficar muito feliz que aqueles que tiverem de se afastar, se afastem. E, por favor, ganhem o cargo que vão disputar, não percam – reiterou no encontro, que acontece nesta quarta-feira (17) na Granja do Torto, em Brasília.

As mudanças devem atingir cerca de metade dos ministérios até o mês de abril, que é o prazo máximo para que políticos se desvinculem de seus cargos para concorrer ao pleito. A estratégia adotada na substituição será promover os atuais secretários-executivos aos postos de ministros. A avaliação é de que nomear os números 2 de cada ministério evitará a perda de continuidade na gestão de cada pasta.

Espera-se a saída de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Jader Filho (Cidades), Wolney Queiroz (Previdência Social), Renan Filho (Transportes) e Waldez Góes (Integração Nacional).

Na reunião, o petista ainda observou que os ministros e seus respectivos partidos terão de decidir de qual lado estarão nas eleições de 2026, momento que, para ele, representará a “hora da verdade”.

– Ano que vem é o ano em que a gente tem a oportunidade, não só porque estaremos em disputa, mas porque cada ministro, cada partido que vocês participam vai ter que estar no processo eleitoral e vai ter que se definir de que lado tá. Será inexorável as pessoas definirem o discurso que vão fazer. Eles vão ter que defender aquilo que eles acham que podem elegê-los – assinalou.

O chefe do Executivo faz um balanço deste mandato e avaliou que o governo conseguiu finalizar o ano em “uma situação amplamente favorável”, embora ele considere que “isso não apareça com a força que deveria aparecer nas pesquisas de opinião pública” devido à polarização política.

– É como se fosse Corinthians e Palmeiras, Ceará e Fortaleza, Grêmio e Internacional, Atlético Mineiro e Cruzeiro, Flamengo e Vasco. Tem uma rivalidade em que ninguém muda de posição a não ser em momentos extremos. Eu tenho impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram nesse país. O dado concreto é que o ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Temos que mostrar quem é quem neste país – adicionou.

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