Lula expressa oposição a possível invasão militar dos EUA em Cuba
Petista deu declarações nesta segunda-feira
Pleno.News - 20/04/2026 21h11 | atualizado em 20/04/2026 21h41

Nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou sua oposição a uma possível invasão militar dos Estados Unidos em Cuba e explicou que rejeita qualquer “falta de respeito” à integridade territorial das nações. Ele deu declarações em entrevista coletiva ao lado do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
– Serei contra uma invasão de Cuba, assim como fui contra a invasão da Venezuela, da Ucrânia e de Gaza. Sou contra a invasão do Irã – disse Lula.
Ao término das consultas realizadas entre os governos alemão e brasileiro em Hannover, na Alemanha, Lula afirmou ser “contra qualquer falta de respeito à integridade territorial das nações”.
Lula respondeu dessa forma ao ser questionado sobre sua posição em relação a uma possível intervenção dos EUA em Cuba.
– Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política sobre como uma sociedade deve se organizar ou não – acrescentou o presidente brasileiro, que concluiu uma visita de Estado de dois dias à Alemanha.
Em relação a Cuba, Lula lembrou que o país “é vítima de um bloqueio de 70 anos”, situação que descreveu como “uma vergonha mundial”.
Em sua visão, Cuba “não teve a oportunidade, após a revolução, de definir seu destino com a superpotência que impôs o bloqueio”.
Lula afirmou preferir a diplomacia à interferência usada para resolver problemas internacionais.
– Queremos mais democracia para resolver os conflitos do mundo, não armas – declarou.
Ele também expressou esperança de que os países possam existir sem intervenção estrangeira.
– Quero que os EUA sejam como eles querem ser. Quero que a Alemanha seja organizada como a Alemanha deve ser organizada. Quero que o Brasil seja organizado como a sociedade brasileira deve ser organizada – destacou.
Merz afirmou que o governo alemão não vê fundamento para uma intervenção contra Cuba, país cujos problemas ele defendeu que sejam resolvidos por meio de “soluções diplomáticas”.
Questionado sobre uma possível intervenção em Cuba, o chanceler alemão disse que “um novo conflito” traria “problemas adicionais” aos já existentes.
– Eu pertenço ao grupo que defende a necessidade de uma força de defesa, e essa necessidade aumentou nos últimos tempos. Mas ser capaz de nos defender não significa ter o direito de intervir militarmente em outros países que possuem modelos ou sistemas políticos diferentes – enfatizou Merz.
*Com informações da Agência EFE
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