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Lula e Janja assinam carta pela democracia elaborada pela USP

Ex-presidente teria resistido a aderir manifesto para não partidarizá-lo

Thamirys Andrade - 08/08/2022 10h58 | atualizado em 08/08/2022 11h08

Lula e Janja Foto: EFE/ Carlos Ezequiel Vannoni

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua mulher, a socióloga Rosângela “Janja” da Silva, assinaram nesta segunda-feira (8), a carta pela democracia organizada pela Faculdade de Direito da USP. O manifesto, que é aberto ao público, soma mais de 790 mil adesões. Trata-se de uma resposta às críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral brasileiro.

Os candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Felipe D’Ávila também aderiram ao manifesto, além dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O candidato a vice na chapa do PT, Geraldo Alckmin (PSB), também assinou.

Segundo o jornal Estadão, o ex-presidente Lula hesitava em assinar a carta por temer que sua adesão fosse interpretada como um gesto eleitoreiro ou, ainda, fizesse com que o documento fosse apontado como enviesado. O tópico vinha sendo discutido pelo comando da campanha do petista, que avaliava ainda o risco de sua subscrição partidarizar o debate. O fato de candidatos à Presidência de outros partidos terem assinado a carta fez com que nomes próximos a Lula passassem a defender a ideia de que o ex-presidente também aderisse.

Nesta segunda-feira (8), completam-se 45 anos da leitura da primeira carta pela democracia, ocorrida em 8 de agosto de 1977 no Pátio das Arcadas da Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo. Naquela ocasião, o professor Goffredo Telles Júnior apresentou um documento crítico à ditadura militar e ao sufocamento das liberdades durante o regime. Assim como o manifesto recente, aquele reuniu signatários de diferentes visões políticas.

A nova carta será lida em ato no dia 11 de agosto no Largo de São Francisco, também no Pátio das Arcadas.

O documento é assinado por juristas, ministros eméritos do Supremo Tribunal Federal (STF), docentes universitários, membros dos tribunais de contas e do Ministério Público, empresários de vários setores, banqueiros, artistas e líderes políticos, entre outras personalidades de diversas categorias.

*AE

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