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“Lula é antissemita”, afirma Flávio Bolsonaro em Israel

Senador disse que próximo presidente brasileiro "não será persona non grata em Israel"

Pleno.News - 27/01/2026 11h35 | atualizado em 27/01/2026 13h22

Flávio Bolsonaro Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou nesta terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemita e classificou as ações dos Estados Unidos como um “novo modelo de cooperação internacional”.

– Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações – declarou Flávio durante a Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, em Israel.

O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente:

– O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal.

Flávio, que se apresentou “não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência”, disse que se alinhará a Israel, caso seja eleito presidente:

– Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror.

O senador afirmou que “o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel” e que os dois países “compartilham uma longa e honrosa história”, com “valores compartilhados”, como liberdade, democracia e respeito pela vida.

– O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado, é real e uma ameaça global – falou.

ACENOS AOS EUA E MILEI
Flávio defendeu a ação dos Estados Unidos e do presidente argentino, Javier Milei, na política internacional. Segundo ele, os Estados Unidos “ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional”. Também afirmou que, caso seja eleito presidente, seguirá a mesma linha de acordos de Milei.

– Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil oficialmente assinará os acordos em janeiro de 2027 – declarou.

*AE

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