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Lula diz que soberania não pode ficar no discurso e cita urânio

Petista deu declarações nesta quarta-feira

Pleno.News - 19/08/2026 19h01 | atualizado em 20/08/2026 10h43

Lula Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Lula

Nesta quarta-feira (19), o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que a defesa da soberania nacional não pode ficar apenas no “discurso”, mas também se refletir em investimentos militares. A fala ocorreu durante evento em Iperó (SP), durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar.

Segundo o petista, é preciso “estar preparado” para “poder dizer não”.

– A gente não tem soberania nacional porque a gente faz discurso. O discurso é só palavra. O adversário às vezes nem escuta. Nós precisamos estar preparados para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não, para dizer que vamos competir. O que a gente não pode é ser um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira – declarou.

Lula também defendeu que o Brasil “possa enriquecer urânio, para fins pacíficos”, e que é preciso encontrar recursos no Orçamento para mais investimentos em defesa.

– Volto para Brasília e nós vamos arrumar os recursos para que a gente termine, de uma vez por todas, esse submarino. Isso significa facilitar que a nossa juventude tenha esperança. O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia para dar e para vender. Para que a gente possa enriquecer urânio, para fins pacíficos, como está na nossa Constituição, para vender para o mundo.

O presidente reclamou do fato de que investimentos que foram feitos ainda nas suas duas primeiras gestões acabaram ficando de lado e outros presidentes que o sucederam não fizeram aportes em defesa. Disse ainda que o constante contingenciamento no Orçamento dificultam a continuidade de obras. Não mencionou, porém, que inclusive seu governo faz bloqueios e contingenciamentos no Orçamento quando necessário.

– A gente fica dependendo do Orçamento da União e ele, às vezes, precisa ser contingenciado. Muitas vezes em um ano, você tem dois, no outro tem um. Em um ano tem três e no outro não tem nada. Isso não permite uma continuidade para a gente dizer que vamos concluir um projeto em tanto tempo. Volto hoje aqui e outra vez me deparo com a descontinuidade do Orçamento – falou.

*Com informações AE

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