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Leiliane Lopes - 29/05/2026 14h33 | atualizado em 29/05/2026 17h33

Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (29), durante evento em Laranjeiras, em Sergipe, que ficou “muito triste” com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas. A declaração ocorreu após o governo americano incluir o PCC e o Comando Vermelho em uma lista internacional de grupos terroristas.

Lula disse que as facções criminosas já são vistas como terroristas pela população brasileira e afirmou que o combate deve ser feito pelas autoridades nacionais.

– Hoje eu tô muito triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte (sic), um tal de Marco Rubio, diz que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção – declarou.

Em seguida, o presidente afirmou que o PCC e o Comando Vermelho aterrorizam as comunidades do país.

– Esse tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira. Para o povo da periferia desse país, eles são terroristas – disse.

Lula também afirmou que o governo federal pretende combater as facções dentro do território nacional.

– Nós vamos combater eles aqui dentro. Nós aprovamos uma lei antifacção e aprovamos a lei de combater o crime organizado. E vamos combater – afirmou.

Durante o discurso, o presidente disse ainda que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a deportação de Alexandre Ramagem e do empresário Ricardo Magro.

– Vamos começar por entregar o Ramagem que está condenado a 16 anos e está escondido lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, o Ricardo Magro. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele – declarou.

Ao falar sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula chamou de um “filho de um bolsonarista” que, segundo ele, teria pedido intervenção americana no Brasil.

– O seu Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista, que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria pedindo nos Estados Unidos intervenção americana no Brasil – disse.

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