Lula desperdiça R$ 260 milhões com demora na compra de vacina
Ao menos 8 milhões de doses da Coronavac perderam a validade
Pleno.News - 03/05/2026 18h56 | atualizado em 04/05/2026 16h32

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a demora do Ministério da Saúde na contratação de vacinas contra a Covid-19 contribuiu para o desperdício de pelo menos R$ 260 milhões em doses da Coronavac. Comprados em 2023, no governo Lula (PT), após um processo que levou mais de sete meses, os imunizantes chegaram com validade curta.
Além disso, o momento era de baixa utilização no SUS. Do total de 10 milhões de doses adquiridas, cerca de 8 milhões nem chegaram a ser distribuídas e acabaram descartadas após o vencimento.
O relatório técnico do TCU atribui a principal responsabilidade à lentidão na formalização do contrato, embora ressalte que o cenário exigia cautela, já que havia risco de formação de estoques elevados, sem possibilidade de troca.
O ministério afirma que herdou problemas na gestão de estoques e que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de destacar incertezas sobre a demanda e variantes do vírus. Auditorias, porém, indicam que a própria pasta já previa baixa adesão à vacinação.
O caso segue em análise, com o TCU cobrando explicações de ex-gestores da área de compras. A Corte avalia possíveis falhas na condução do processo, mas, por ora, entende que a perda das vacinas resultou de múltiplos fatores e ainda não determinou ressarcimento.
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