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Lula: “Democracia está sujeita ao assédio de candidatos a ditador”

Presidente discursou em solenidade sobre 8 de janeiro de 2023

Pleno.News - 08/01/2026 13h26 | atualizado em 08/01/2026 14h07

Presidente Lula e autoridades em solenidade do 8 de janeiro Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a democracia está sempre “sujeita ao assédio” de “candidatos a ditadores” e parabenizou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela conduta do processo sobre a tentativa de golpe. As declarações ocorreram em discurso no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (8), durante cerimônia do governo federal em alusão aos atos do 8 de janeiro de 2023.

A solenidade marca os três anos das manifestações, objeto de inquérito que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão. No evento, Lula vetou o projeto que reduz penas aos condenados no âmbito do processo.

– A tentativa do golpe do 8 de janeiro de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia. Foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que tiveram a garantia de um julgamento justo e todos os direitos reservados – disse.

O presidente continuou:

– Talvez, a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram amplo direito de defesa. Foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou Powerpoints fajutos – adicionou.

Na ocasião, Lula disse que, em 8 de janeiro, “inimigos da democracia tentaram demolir” o que ele chamou de “país mais justo e menos desigual”, o que ele atribui como resultado do seu governo. Durante o discurso, o presidente voltou a criticar “previsões pessimistas” que, segundo ele, “foram derrotadas”. O chefe do Executivo disse ainda que apostas no “negativismo” vão “perder de novo”.

No fim do discurso, o petista alegou rejeitar quaisquer tipos de ditaduras.

– Não aceitamos nem ditadura civil, nem ditadura militar. O que nós queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo – finalizou.

*AE

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