Leia também:
X AGU critica Meta e defende a regulamentação de redes sociais

Lula demite Pimenta, e Sidônio assume comunicação do governo

Publicitário foi marqueteiro do petista na campanha de 2022

Pleno.News - 07/01/2025 17h51 | atualizado em 07/01/2025 21h33

Lula e Sidônio Palmeira Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nesta terça-feira (7), Lula demitiu o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta. O publicitário Sidônio Palmeira assumirá o comando da Secom na semana que vem.

Sidônio foi marqueteiro do petista na campanha de 2022. Ele disse que é necessário que o governo evolua na parte digital da comunicação.

A declaração do publicitário foi dada ao lado de seu antecessor, Paulo Pimenta, no Palácio do Planalto. Segundo o futuro Secom, sua gestão é uma espécie de segundo tempo – no sentido de não ser necessário começar tudo do zero.

– Tem uma observação também na parte digital, alguns dizem assim até que é analógico, acho que a gente precisa evoluir nisso. É um segundo tempo que estamos começando, não o primeiro tempo – comentou.

Sidônio também mencionou que vem da iniciativa privada, e que nunca trabalhou em um governo.

– É uma experiência nova, interessante, é um grande desafio. Eu mesmo vou me cobrar, a comunicação é um negócio muito interessante para um governo.

Ele disse ainda que fará o máximo para manter a transparência.

Lula (PT) decidiu trocar a gestão da Secom por julgar que seu governo tem grande número de obras e bons programas sociais, mas que problemas de comunicação impedem que isso se traduza em popularidade junto ao eleitorado. O cenário preocupa, porque o presidente precisa estar em alta nas eleições de 2026 para se reeleger ou promover a candidatura de um sucessor.

Segundo Sidônio, é necessário equilibrar “expectativa, gestão e percepção popular”. Ele afirmou que prestará informações à imprensa para facilitar a divulgação dos programas do Executivo. Também declarou que comunicação não é um tema só da Secom, mas do governo como um todo.

A demissão de Paulo Pimenta era aguardada em Brasília há pelo menos um mês. Em 6 de dezembro do ano passado, o presidente disse em público que havia problemas na comunicação do governo e que faria as “correções necessárias”. Todo o mundo político entendeu a declaração como uma espécie de aviso prévio aberto a Pimenta. Paralelamente a isso, Lula negociava a entrada de Sidônio na gestão federal.

Como mostrou o Broadcast Político, funcionários da Secom já vinham sendo avisados de que seriam demitidos desde segunda-feira (6). Sidônio levou ao Planalto naquele dia Thiago César, que será seu secretário-executivo, e Paulo Brito, que será seu chefe de gabinete. O movimento deixou claro que a troca era iminente e que os atuais ocupantes desses cargos seriam dispensados.

*Com informações AE

Leia também1 Ex-diretor da PRF de Bolsonaro assume secretaria em SC
2 Zuckerberg: "América Latina tem tribunais secretos de censura"
3 Secretário de Lula critica fim da checagem externa do Meta
4 Haddad: "Podemos chegar em 2026 comendo filé-mignon"
5 "Preocupante", diz Haddad sobre fim da checagem de fatos da Meta

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.