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Presidente afirma que parlamentar comete "uma das maiores traições" que a Pátria já sofreu

Thamirys Andrade - 26/08/2025 13h48 | atualizado em 26/08/2025 15h10

Luiz Inácio Lula da Silva em reunião ministerial Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante discurso de abertura na segunda reunião ministerial do ano, realizada nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a Câmara dos Deputados já deveria ter cassado o mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O petista descreveu a atuação do parlamentar no exterior como uma das “maiores traições” que um brasileiro já cometeu contra a própria Pátria.

– Não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira custeando um cidadão que já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados, insuflando, com mentiras e hipocrisias, um outro Estado contra o Estado Nacional do Brasil. O Congresso Nacional precisava começar a discutir o que está acontecendo hoje no Brasil, com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos Estados Unidos – declarou.

– É, possivelmente, uma das maiores traições que uma Pátria sofreu com filhos seus. Não conheço na história deste país algum momento em que um traidor da Pátria teve a desfaçatez de se mudar para um país negando sua Pátria e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro – acrescentou.

O petista instou seus ministros a adotarem o discurso da “soberania” e a não aceitarem “desaforo, ofensas e petulância” de nenhum país. Na reunião, tanto o chefe do Executivo quanto seus ministros usavam um boné azul com a frase “O Brasil é dos brasileiros”.

– Vamos ter que fazer disso uma frente de batalha no campo da política, não é no campo do governo, para que a gente possa fazer esse país seja respeitado – defendeu.

Lula também afirmou que se o Brasil gostasse de imperadores, não teria proclamado a República.

– Queremos esse país democrático, soberano e republicano.

Eduardo Bolsonaro está nos EUA articulando sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e outras autoridades coniventes com o magistrado. O parlamentar defende que o ministro tem cometido censura e violado direitos humanos no Brasil, promovendo uma perseguição política e judicial contra conservadores.

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