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Lula chama Bolsonaro de “praga de gafanhotos” e “fascista”

Ex-presidente discursou em evento no Rio Grande do Sul, onde a esquerda está dividida

Thamirys Andrade - 03/06/2022 17h00 | atualizado em 03/06/2022 21h09

Ex-presidente Lula Foto: EFE/ Sebastião Moreira

Nesta quinta-feira (2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se referiu ao governo Jair Bolsonaro (PL) como uma “praga de gafanhotos” e classificou o líder do Planalto como “fascista”. As declarações ocorreram durante agenda do petista no Rio Grande do Sul, onde o palanque da esquerda está rachado tanto na corrida pelo governo do estado quanto pelo Senado. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

– O que tivemos não foi um presidente, foi uma praga de gafanhotos que tomou conta deste país e que destruiu a cultura, a educação, o emprego e a economia – declarou Lula, sem citar nomes explicitamente e se referindo ao chefe do Executivo como “esse sujeito”.

O petista afirmou sentir saudade da rivalidade “civilizada” que havia entre PT e PSDB, e disse que seu ex-adversário e atual vice de chapa, Geraldo Alckmin (PSB), era como um “amigo” que disputava com ele uma partida de futebol.

– Não é que o Alckmin não me criticasse e eu não o criticasse. A gente fazia críticas como amigos que jogam bola. Dá botinada, pisa no pé, chuta a canela, mas a gente é civilizado e continua conversando. É isso que é democracia, que esse fascista que chegou ao poder não exerce – acrescentou.

Lula ainda responsabilizou Bolsonaro por metade das mortes em decorrência da Covid-19 e disse que o chefe do Executivo entrega “armas para fascistas e milicianos”.

– Uma pessoa que nunca derramou uma lágrima por 600 mil pessoas que foram vítimas de Covid e que ele tem responsabilidade pelo menos por metade porque foi negacionista. Porque criou no ministério com o general Pazuello uma verdadeira quadrilha de comprar e de negar vacina. (…) Um presidente que não faz um gesto para entregar um livro para uma criança e faz 50 gestos para entregar armas para fascistas e para milicianos – declarou.

Na ocasião, Lula estava no Rio Grande do Sul para reunião com representantes do setor da cultura. O PT e o PSB ainda não conseguiram chegar a um consenso no estado e vivem um contexto de disputa regional, embora tenham firmado uma aliança pelo Planalto. A divisão fez com que Lula fizesse um apelo pedindo a união dos partidos de esquerda no estado.

– Fica frouxo não ter candidato para apresentar. Então, eu faço um apelo: não custa nada sentar mais uma vez à mesa – assinalou.

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