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Lula anuncia deputada do PT para a pasta de Direitos Humanos

Macaé Evaristo substitui Silvio Almeida, que foi demitido

Monique Mello - 09/09/2024 16h27 | atualizado em 09/09/2024 16h38

Lula e Macaé Evaristo Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu a deputada estadual do PT de Minas Gerais, Macaé Evaristo, para assumir o Ministério dos Direitos Humanos. Lula se reuniu nesta segunda-feira (9), com a petista no Palácio do Planalto.

Macaé Evaristo entra para o governo após Lula demitir o advogado Silvio Almeida, envolvido em acusações de assédio sexual.

Macaé é professora e foi eleita deputada nas eleições de 2022. Não se trata, no entanto de sua estreia no governo federal. Nos anos 2013 e 2014, ela atuou como titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC).

QUEDA DE SILVIO ALMEIDA
Lula decidiu, na noite da última sexta-feira (6), demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual.

– O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual – informou o Planalto, em nota.

A Polícia Federal abriu de ofício um protocolo inicial de investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

ACUSAÇÕES
As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde da última quinta-feira (5) e, posteriormente, confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

– Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa – explicou a Me Too, em nota.

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