Lula: “Ainda bem que Boeing teve desastre e não quis a Embraer”
Em crise causada principalmente pela queda de dois aviões, companhia americana rompeu negócio com empresa brasileira em 2020
Paulo Moura - 21/05/2024 09h51 | atualizado em 22/05/2024 19h36

Durante uma reunião com empresários do setor do aço nesta segunda-feira (20), o presidente Lula (PT) comemorou o “desastre” ocorrido com a fabricante de aviões Boeing, que resultou no rompimento de uma grande negociação entre a empresa americana e a Embraer. A companhia brasileira venderia 80% de sua área comercial por 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões).
– Outro dia a Embraer era uma empresa quase quebrada, foi vedada [vendida] para a Boeing. Ainda bem que a Boeing teve um desastre e não quis mais a Infraero [na verdade, a Embraer]. Ela agora voltou a ser uma coqueluche no mundo da aviação – disse o petista.
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Lula não detalhou o “desastre” ao qual se referiu, mas o negócio que foi anunciado em 2017 entre Boeing e Embraer foi encerrado em 2020, quando a gigante americana desistiu da negociação. Na época, a Boeing enfrentava sérios problemas em razão da queda de dois aviões 737-Max, em um intervalo de cinco meses entre 2018 e 2019, que resultaram na morte de 346 pessoas.
A queda das aeronaves, por sua vez, fez com que governos proibissem o 737-Max de voar e companhias aéreas do mundo inteiro fossem obrigadas a permanecer com as suas aeronaves em solo. Esses acontecimentos, é claro, atingiram em cheio as finanças da empresa. Nos últimos cinco anos, por exemplo, a Boeing já acumula 32 bilhões de dólares (R$ 163 bilhões) em perdas.
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