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Ludmila Grilo questiona contrato do Master com esposa de Moraes

Ex-juíza disse não existir serviço advocatício que custe tão caro quanto acerto do banco com Viviane Barci

Paulo Moura e Leiliane Lopes - 10/12/2025 11h13 | atualizado em 10/12/2025 12h59

Ex-juíza Ludmila Lins Grilo Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

A ex-juíza Ludmila Lins Grilo se posicionou em suas redes sociais, nesta terça-feira (9), sobre a notícia de que a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria firmado um contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master, alvo de investigações recentes acusado de ter fabricado carteiras falsas de crédito.

Em uma postagem na rede X, Ludmila questionou a quantia acordada entre o banco e Viviane, e ressaltou que não há paralelo de valores tão altos pagos a escritórios de advocacia.

– Não existe – repito, não existe – nenhum serviço advocatício que custe 129 milhões (nem se a mulher passasse a assumir integralmente o jurídico do banco). E não estamos falando de 129 milhões de eventuais êxitos, são de pró-labore mesmo – declarou.

Post de Ludmila Lins Grilo Foto: Reprodução/X

SOBRE O ACORDO
Em meados do mês de novembro, a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Compliance Zero, em São Paulo, contra esquema de fraudes financeiras. Um dos investigados foi o Banco Master, por inúmeras irregularidades. Na ocasião, foram apreendidos documentos digitais que mostram um contrato de alto valor entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes.

Os arquivos não foram encontrados em locais comuns, mas, especificamente, no celular do controlador do banco, Daniel Vorcaro. Eles indicavam pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês ao escritório Barci de Moraes Advogados pelo período de três anos. Se cumprido até o fim, o acordo renderia R$ 129 milhões. O contrato previa que o escritório representasse o banco em diferentes frentes, sem citar casos específicos.

Embora o Master tenha entrado em liquidação e o valor total não tenha sido pago, mensagens obtidas pela PF sugerem que os repasses ao escritório eram tratados como prioridade por Vorcaro, segundo trocas de mensagens com funcionários do banco.

A equipe que apurou o caso buscou informações com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mas uma funcionária afirmou que ninguém comentaria o assunto e não forneceu contato para resposta oficial. O Banco Master também não respondeu aos questionamentos. As informações são da jornalista Malu Gaspar, de O Globo.

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