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Lobista amiga de Lulinha foi condenada em ação contra Sergio Moro

Caso aconteceu em 2022 por calúnia

Kleber Pizão - 09/08/2026 17h39 | atualizado em 10/08/2026 18h29

Roberta Luchsinger e Sérgio Moro Foto: reprodução e Foto: Reprodução/YouTube Pânico Jovem Pan

A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, envolvida em suspeitas de fraude envolvendo órgãos federais, já foi condenada por calúnia contra o ex-juiz federal e atualmente senador Sergio Moro (PL-PR) e sua esposa, Rosângela Moro.

Na ocasião, a empresária acusou o casal de fraude eleitoral, por ter, supostamente, se mudado do Paraná para São Paulo. Ela divulgou a denúncia por meio das redes sociais, junto a ofensas direcionadas à dupla.

Em algumas das publicações na internet, Luchsinger chegou a chamar o casal de “pilantra”, “canalhas” e “casal de marrecos”. Posteriormente, a lobista fez comentários em notícias do portal UOL, o que foi considerado pelo casal um passo fundamental para ampliar a audiência das ofensas.

— Rosângela e Moro são estelionatários eleitorais em busca de foro privilegiado e iremos até o fim para provar que nada fizeram por São Paulo e, portanto, nada justifica tal candidatura fraudulenta como esta — escreveu Roberta, no site.

A pena aplicada à lobista foi de R$ 100 mil em multa para cada uma das vítimas das acusações, totalizando R$ 200 mil para o casal, além de ter que retirar todas as publicações mencionadas no processo.

A juíza Elaine Evaristo, em sua decisão, mencionou que Roberta havia passado dos limites.

— A ré ultrapassou todo e qualquer limite da liberdade de expressão. (…) A liberdade de expressão que a Constituição Federal assegura certamente não permite ofender a honra e a moral de outra pessoa — declarou.

Evaristo também considerou que as acusações foram levianas e sem provas.

— Sem prova efetiva, sem condenação criminal, como pode a ré atribuir impunemente crimes a outra pessoa? Referir-se a alguém como corrupto ou ladrão não é mera opinião; não é algo que se pode admitir que ocorra de forma leviana em uma sociedade de respeito — ressaltou.

Roberta se defendeu das acusações afirmando que, apesar do teor grosseiro dos textos, eles tinham a única finalidade de denunciar irregularidades eleitorais. A empresária reforçou que as alegações foram comprovadas posteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

QUEM É ROBERTA LUCHSINGER
Personagem muito conhecida nos meios políticos de Brasília, a empresária Roberta Luchsinger é neta e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse e ex-companheira do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz.

A lobista é um dos principais nomes citados nas investigações de fraudes na Previdência Social. Ela prestou diversos serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso desde setembro de 2025.

Roberta mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Em abril de 2025, ambos foram apontados como participantes do esquema no INSS, mas ambos negam envolvimento com o caso. A Polícia Federal identificou ao menos seis viagens dos dois, incluindo uma ida para Portugal em junho de 2024.

O filho do presidente é alvo de três inquéritos, incluindo tráfico de influência e suspeita de receber mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Roberta diz tê-los apresentado por educação em 2026, mas negou que tivesse intenção de intermediar qualquer tipo de negócio.

Celulares apreendidos na Operação Sem Desconto mostram familiaridade entre Roberta e Lulinha ao debater negócios envolvendo o INSS, Correios e Dataprev. Eles chegam a celebrar operações, com o filho do presidente autorizando abertamente o prosseguimento de ações financeiras.

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