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Livro relata satanismo no caso Flordelis: “Pastora do Diabo”

Escritor Ullisses Campbell descreveu casa da cantora como "congregação diabólica"

Thamirys Andrade - 29/04/2022 12h53 | atualizado em 29/04/2022 13h13

Ex-deputada federal Flordelis Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Escritor e jornalista, Ullisses Campbell se prepara para lançar, no mês de agosto, o livro Flordelis: A Pastora do Diabo. Na obra, o autor relata supostos escândalos envolvendo rituais satânicos e crimes sexuais dentro da casa da pastora, local descrito por ele como “congregação diabólica”. As informações são da colunista Camila Brandalise, do portal Uol.

Para escrever o livro, Campbell entrevistou a mãe de Flordelis, os três irmãos, alguns filhos e o atual namorado da pastora, o produtor musical Allan Soares. Ele também acompanhou os vídeos dos depoimentos de testemunhas do caso e estudou sobre rituais satânicos que teriam sido realizados por Flordelis e seu marido, pastor Anderson do Carmo, morto com 30 tiros em junho de 2018.

O escritor aponta que a pastora iniciou seu ministério com boas intenções, mas se desvirtuou após conhecer Anderson, em 1991.

– Ele começou namorando a Simone, filha biológica da Flordelis, mas passou a transar com filha e mãe. Era um homem muito visionário e viu o potencial da Flordelis, percebeu que adotar muitos filhos seria um caminho para investir no papel da mulher que pratica assistencialismo, adoção. Ele mostra onde ela poderia chegar, e ela se corrompe. Vende a alma ao diabo, literalmente – declara Ulisses.

Ele ainda afirma que a casa de Flordelis era uma “seita” e que o casal seguia ritos do livro São Cipriano, o Bruxo.

– Havia um ritual de purificação em que ela tinha que transar com filhos, se banhar com o esperma deles, sempre no cunho macabro sexual. (…) Ela dizia que tinha que haver troca de energia entre as pessoas, e a energia mais pura era do sexo, era nessa teoria maluca que havia abusos com os filhos – disse o escritor.

Capa do livro Flordelis: A Pastora do Diabo Foto: Divulgação

O livro ainda indica que o pastor Anderson cometia abusos e estupros contra Flordelis e as filhas, incluindo crianças, e controlava a renda da pastora. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, os atos de violência teriam motivado o plano para matá-lo.

A cantora gospel é apontada como a mandante do crime que tirou a vida de Anderson. Ela será julgada por júri popular no dia 6 de junho.

Seu advogado, Rodrigo Faucz, afirma que Flordelis não tomava participação nos abusos sexuais de Anderson contra os filhos, e destaca que as acusações contra ela são “inverídicas, inventadas, seja em versões da acusação ou de pessoas que são detratores da Flordelis”. Segundo a defesa, alguns filhos da cantora a caluniaram por motivos que eles vão expor no julgamento.

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