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Lira, sobre Auxílio Brasil: ‘Vamos esperar que nasça a proposta’

Anúncio do auxílio foi adiado por falta de consenso dentro do governo

Pleno.News - 19/10/2021 23h11 | atualizado em 20/10/2021 10h18

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pede paciência sobre Auxílio Brasil Foto: Câmara dos Deputados/Michel Jesus

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), evitou falar sobre o novo arranjo para o Auxílio Brasil, com pagamento de R$ 400 até dezembro de 2022 e parte da despesa fora do teto de gastos. Mais cedo, ele se reuniu com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o da Cidadania, João Roma, para tratar do tema.

– Não vou falar sobre perspectivas, vou esperar. O governo está trabalhando, os líderes do governo estão trabalhando, os ministros estão trabalhando. Vamos esperar que nasça a proposta – disse Lira.

O presidente da Câmara disse ainda que as reações negativas do mercado nesta terça-feira (19) ao novo arranjo da política social “são ruins”.

– Mas é importante que a gente não gere expectativas em cima de projeções. Vamos esperar o que sai, o que acontece – afirmou.

Lira ainda criticou o Senado por não ter votado a reforma do Imposto de Renda, já aprovada na Câmara e cuja proposta de taxação de lucros e dividendos seria fonte de financiamento para o aumento permanente do Auxílio Brasil. Agora, sem essa fonte, o que está em discussão são benefícios temporários para turbinar a política social até o fim de 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro buscará a reeleição.

– Na realidade, o Senado está parado com relação às votações que são estruturantes, e isso também vai impactando. Estamos no final do ano e, até agora, nenhuma posição sobre o Imposto de Renda, que todos nós sabemos que é base de cálculo para a nova fonte [do auxílio]. Então o governo deve estar trabalhando para ter alternativas caso o Senado decida não votar a reforma do IR aprovada pela Câmara – afirmou Lira.

– O mercado não está precificando a falta de votação de Senado. Você não é obrigado a votar uma matéria, mas, sabendo a importância desse tema, o Senado não quer se debruçar sobre esse tema – acrescentou o presidente da Câmara.

Ontem, em entrevista à Veja, Lira disse que os programas sociais “não são eleitoreiros, são urgentes”.

– Como a gente ia justificar furar o teto para pagar precatórios, e muitos precatórios já foram vendidos, estão nas mãos de fundos de investimentos, e não furarmos o teto para um programa (social) ou para um auxílio? Como politicamente não se aprova isso? – disse à revista.

*AE

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