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Lira: Presidente da Petrobras faz ‘vingança’ contra Bolsonaro

Líder da Câmara disse que presidente da petroleira é "ilegítimo" e pratica "terrorismo corporativo"

Thamirys Andrade - 19/06/2022 14h20 | atualizado em 19/06/2022 14h33

Arthur Lira Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), afirmou que o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, é “ilegítimo” e o acusou de praticar “terrorismo corporativo” como forma de “vingança pessoal” contra o chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL). As declarações foram registradas em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

– O fato de a Petrobras ter hoje sua presidência sequestrada por um presidente ilegítimo, que não representa o acionista majoritário e pratica o terrorismo corporativo como vingança pessoal contra o presidente da República, é apenas o cúmulo do absurdo dos paroxismos que tomaram conta da empresa – iniciou Lira.

O parlamentar declarou que a empresa quer “ganhar tratamento privilegiado do estado brasileiro”, mas quando lucra bilhões na crise, age como empresa privada, “grita o coro da governança e se declara uma capitalista selvagem”.

– A Petrobras não pode ser estatal quando lhe convém e privada e selvagem quando diz respeito aos seus lucros astronômicos, sobretudo quando os brasileiros mais vulneráveis mais precisam de apoio. Ou a Petrobras é uma coisa ou outra – defendeu.

Lira negou querer “confronto” ou “intervenção”, afirmando visar “apenas respeito da Petrobras ao povo brasileiro”. Ele também cobrou transparência nos gastos dos diretores da empresa e nos critérios de formulação de políticas da empresa.

Na sequência, Lira descreveu a petroleira como uma ” criança mimada, sempre tratada historicamente com excessiva complacência.”

– Ela tem o direito de lucrar astronomicamente? Então a sociedade tem o dever de tributar mais os seus lucros, tratá-la com distanciamento. Não podemos mais conviver com a selvagem petroleira capitalista com a mesma informalidade que tratávamos a estatal: o que antes era questão de estado agora pode ser até “conflito de interesses”, “tráfico de influência”.

O presidente da Casa Legislativa concluiu dizendo que chegou “a hora de deixar [cair] a máscara da Petrobras e vê-la no que se transformou”:

– Uma empresa em que o lucro vem antes da função social. Uma empresa estatal no papel, mas privada como outra qualquer. Que não merece ser maltratada. Mas que deve encarar as vantagens e as desvantagens de ser uma capitalista puro-sangue – finalizou.

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