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Lira critica articulação política do governo ante à votação da MP

Há uma insatisfação generalizada na Casa com o governo, afirma líder da Câmara

Pleno.News - 31/05/2023 20h36 | atualizado em 01/06/2023 11h19

Arthur Lira Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, nesta quarta-feira (31), que há uma insatisfação generalizada na Casa com a articulação política do governo. O deputado alagoano também disse que uma eventual derrota na Medida Provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios será culpa do Palácio do Planalto, e não dos parlamentares.

O governo corre contra o tempo para evitar o retorno à estrutura ministerial do governo Bolsonaro. Se a MP for rejeitada no plenário ou caducar – a validade termina na quinta-feira (1º) – 17 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva perderão seus cargos.

– O presidente Lula me ligou de manhã. Nós conversamos. Eu expliquei para ele as dificuldades que o governo dele tem. O problema não é da Câmara, não é do Congresso, o problema está no governo, na falta ou ausência de articulação – disse Lira, ao chegar à Câmara.

O deputado negou, contudo, que fosse se encontrar pessoalmente com o petista nesta quarta.

Lira negou que tenha pedido a Lula o Ministério da Saúde e as pastas ocupadas pelo União Brasil.

– O que há é uma insatisfação generalizada dos deputados e talvez dos senadores, que ainda não se posicionaram, com a falta de articulação política do governo, e não de um ou outro ministro – declarou o presidente da Câmara.

Se não houver votos para a aprovação da MP dos Ministérios, o texto nem deve ser votado no plenário, de acordo com Lira.

– Não é por culpa do Congresso. Se hoje o resultado não for de aprovação ou de votação da medida provisória, não deverá a Câmara ser responsável pela falta de organização política do governo – disse.

– Não é justo, se não houver votos, que o relatório seja derrubado. Se não houver votos, eu penso que a matéria nem será votada – emendou o deputado.

Lira afirmou ainda que tem se esforçado para aprovar matérias de interesse do país, como o arcabouço fiscal, mas que não tem mais como desempenhar esse papel.

Para o presidente da Câmara, a estrutura ministerial de Lula não é um caso de “vida ou morte” para o país.

– Eu venho alertando o governo dessa inanição, dessa falta de articulação, dessa falta de pragmatismo na resolutividade dos problemas do dia a dia, na falta de consideração, na falta de atendimento, na falta de atenção – criticou.

– O governo não se organizou até agora. O governo tem 130 votos no plenário desta Casa, constantes. O líder da Casa disse que só não pode, nem será responsável por um resultado positivo ou negativo – pontuou.

– Se for negativo, a culpa é do governo – disse, sobre eventual derrota.

Sem uma base aliada consistente, o Palácio do Planalto enfrenta uma espécie de “rebelião” de deputados do Centrão que ameaçam derrubar ou deixar caducar a MP dos Ministérios. A principal reclamação dos deputados é sobre o processo de liberação de emendas, considerado lento. Há insatisfação com os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Rui Costa, da Casa Civil.

*AE

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