Lindbergh aciona STF após ser acusado de cheirar cocaína
Denúncia é contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL)
Kleber Pizão - 10/04/2026 17h05

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). A ação acusa Gaspar dos crimes de calúnia, difamação e injúria, após declarações feitas em coletiva de imprensa no último dia 27 de março.
— Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço — disse Gaspar aos jornalistas.
Na ocasião, o parlamentar de oposição afirmou que Lindbergh teria consumido cocaína antes de entrar no Congresso Nacional e o chamou de criminoso. A defesa do petista sustenta que as falas atingem a honra do parlamentar e foram proferidas durante o seu expediente de trabalho.
— Não há dúvidas de que a imputação realizada pelo querelado desonra o querelante, deputado federal eleito para representar diversos brasileiros, ao ser falsamente acusado de ter cheirado cocaína durante o expediente de trabalho — alega a defesa do petista.
Os advogados afirmam que os ataques ocorreram após Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB) denunciarem Alfredo Gaspar à Polícia Federal por estupro de vulnerável. A petição sugere que as ofensas funcionaram como uma estratégia de distração diante da denúncia apresentada.
Além da acusação sobre drogas, o documento lista outros termos ofensivos atribuídos a Gaspar, como “cafetão”, “ladrão” e “líder da bandidagem”. O relator da CPMI do INSS também acionou o STF contra Lindbergh no dia 31 de março devido às denúncias anteriores.
A queixa-crime do vice-líder do governo na Câmara foi encaminhada ao ministro Edson Fachin, atual presidente do STF, para análise.
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