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Jaques Wagner deu declarações nesta quinta-feira

Pleno.News - 25/09/2025 18h58 | atualizado em 26/09/2025 10h54

Jaques Wagner Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (25), o líder do governo Lula (PT) no Senado Federal, Jaques Wagner (BA), disse apoiar o debate sobre a redução das penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro. O posicionamento do senador petista diverge de seu partido.

Wagner destacou que respeita a postura do Partido dos Trabalhadores, mas não vê a discussão “como uma afronta à democracia”.

Ele também comentou sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria e a PEC da Blindagem. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, que entrevistou o líder do governo.

– Não se trata de ceder ou não ceder. Trata-se de achar razoável ou não. Eu sempre digo que acho razoável porque, repare, é o Código Penal. O Código Penal estabelece a pena para cada crime. Tem o crime de golpe de Estado, tem o crime de afronta à democracia, de balbúrdia, tumulto, como foi feito no 8 de janeiro. Eu acho que o Congresso pode se debruçar sobre isso e dizer: Está de menos, está demais, vamos aumentar ou reduzir. Eu não vejo nenhuma afronta nisso – falou.

E acrescentou:

– Então, eu acho que a questão da dosimetria, que agora tem até uma posição contrária do PT, eu, pessoalmente, não vejo como uma afronta revisitar a dosimetria das penas. O Código Penal é alterado o tempo todo.

Para Wagner, no entanto, as penas não devem ser reduzidas para os mandantes do atos contra a democracia.

– Nós vamos afrouxar um pouco a mão para o que eu chamo de massa de manobra, os “magrinhos”. E vamos concentrar o peso da punição naqueles que precisam ser mais severamente punidos. Quem são? Quem pensou em matar o presidente e o vice-presidente do TSE, quem quis derrubar uma eleição legítima como a do presidente Lula e do vice-presidente Alckmin. Quem financiou aquela baderna não fez pouca coisa, gente. Depredaram o Palácio do Planalto. Aí, não dá pra dizer que tudo bem, né? – declarou.

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