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Lewandowski elogia escolha do novo ministro da Justiça

"Trata-se de um profissional de notável saber jurídico e exitosa passagem pela vida pública", disse ex-ministro

Pleno.News - 14/01/2026 13h17 | atualizado em 14/01/2026 14h06

Ricardo Lewandowski Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski elogiou a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo nome de Wellington César Lima e Silva para comandar a pasta. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13).

Ele já ocupou o cargo há dez anos, em uma passagem relâmpago, e é considerado homem de confiança do Palácio do Planalto nesta gestão.

– Trata-se de um profissional do Direito de notável saber jurídico e exitosa passagem pela vida pública. Tenho certeza de que exercerá com competência e dignidade as complexas atribuições do cargo para o qual acaba de ser indicado – disse Lewandowski ao Valor Econômico.

Na gestão Dilma Rousseff (PT), Wellington César tomou posse como ministro da Justiça em 3 de março de 2016, mas pediu demissão 11 dias depois. À época, ele substituía José Eduardo Cardozo, alvo de críticas por não ter conseguido conter o avanço das investigações da Operação Lava Jato contra a classe política.

Dias antes da posse, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) havia proibido membros do Ministério Público, como promotores e procuradores, de exercer cargos fora da instituição. Os ministros entenderam que a Constituição veda a ocupação de funções em outros Poderes, mesmo mediante licença, exigindo o desligamento definitivo da carreira.

Procurador de Justiça da Bahia e sem disposição para deixar o Ministério Público, Wellington César pediu demissão do cargo recém-assumido.

Antes de ser nomeado como advogado-geral da Petrobras, ele foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República no terceiro mandato de Lula, entre 2023 e julho de 2024, atuando como auxiliar direto do presidente nas indicações para tribunais superiores.

O novo ministro assume o lugar de Lewandowski, que deixou o governo em 9 de janeiro alegando “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” em carta enviada a Lula.

*AE

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