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Julia de Castro vence processo por perseguição política na UNIRIO

Vice-presidente do PL Jovem foi hostilizada por ser eleitora de Bolsonaro em 2022

Kleber Pizão - 14/05/2026 17h25 | atualizado em 14/05/2026 18h54

Julia de Castro Foto: reprodução

A vice-presidente do PL Jovem, Julia de Castro, afirmou, em entrevista exclusiva ao Pleno.News, que venceu um processo contra estudantes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que a perseguiram devido ao seu apoio ao então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL).

A jovem, hoje com 24 anos, afirmou que não declarava seu voto na universidade, mas colegas com opiniões políticas opostas buscaram seu perfil nas redes sociais, descobriram seu posicionamento e iniciaram uma série de ataques que perduraram, inclusive, após a sua formação.

— Fui perseguida por declarar meu voto ao Bolsonaro. A história vai um pouco além, porque eu nunca declarei meu voto dentro da faculdade. As pessoas da faculdade descobriram a minha rede social, na qual eu usava um nome diferente do que eu usava na faculdade; ou seja, polícia da ditadura, né? É uma ditadura do pensamento único — declarou.

Julia afirmou que não recebeu nenhum apoio da instituição, mesmo diante da perseguição massiva de colegas.

— Começaram uma perseguição desenfreada contra a minha pessoa por parte dos alunos e uma omissão completa por parte da instituição, que hoje em dia tem regras muito rígidas sobre bullying; mas, contra a intolerância política, quando é com a direita, eles se calam. Esses alunos nem uma advertência receberam quando me ameaçaram, me hostilizaram e tentaram colocar à deriva a minha graduação — lamentou.

Julia disse que o apoio popular, após a divulgação do caso pelas redes sociais, foi fundamental para que ela procurasse seus direitos na Justiça.

— Foi o apoio popular que me fez perceber: metade da população é conservadora, tem dinheiro do contribuinte aqui também e eu mereço estar aqui porque esse contribuinte é de direita, certo? E, quatro anos depois, a Justiça se tornou favorável a mim (…) entramos em um acordo no qual esses jovens que, na época, me ameaçaram, tiveram que gravar um vídeo de retratação pedindo desculpas por tudo que fizeram — informou Julia, que ainda não divulgou o material, mas que pode fazê-lo em qualquer plataforma ou meio de comunicação.

A historiadora ainda deixou um recado para todos os jovens que ingressaram ou desejam ingressar na universidade pública ou em qualquer outro meio doutrinado por políticas de esquerda.

— Eu fui estudar todos os dias naquela faculdade sendo brutalmente perseguida, xingada, hostilizada, mas eu não podia desistir. Meu mantra era: “Desistir não é uma opção”. Mas é muito importante a gente também entender que a Justiça enxerga esses casos e dá um corretivo. Assim eu posso seguir em paz, posso colocar um ponto final nessa história e mostrar para os jovens que também estão em casa que, sim, vocês podem ser de direita, vocês podem vencer; porque, se eu venci, vocês também vão conseguir (…) porque a faculdade também é nossa — finalizou.

Confira a entrevista completa de Julia de Castro ao Pleno.News:

 

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