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Juíza Gabriela Hardt fica na Lava Jato, determina tribunal

Magistrada havia requisitado remoção para Santa Catarina

Pleno.News - 14/06/2023 14h34 | atualizado em 14/06/2023 15h08

Gabriela Hardt Foto: Gil Ferreira/ agência CNJ

A juíza Gabriela Hardt não conseguiu transferência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e vai permanecer na condução dos processos remanescentes da Operação Lava Jato.

Ela havia requisitado remoção para Santa Catarina – Florianópolis e Itajaí -, mas o Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) indeferiu seu pedido. A Corte tem jurisdição no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No fim de maio, Gabriela se inscreveu em um concurso de remoção, disposta a se afastar de uma atmosfera hostil e deixar para trás as ações que restaram da Lava Jato.

O ambiente na 13ª Vara é beligerante e opõe forças e tendências distintas desde a posse do juiz Eduardo Appio, como titular.

Sob suspeita de ameaçar o desembargador Marcelo Malucelli, do TRF-4, Appio foi afastado em meio a uma sucessão de medidas que adotou e que inquietam os expoentes da antiga força-tarefa da operação, o senador e ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, deputado cassado sob acusação de fraudar a Lei da Ficha Limpa.

ALIADA DE MORO
Gabriela sentiu-se desconfortável na 13ª Vara e pretendia assumir função em Florianópolis ou em Itajaí. No entanto, outros magistrados, mais antigos na carreira, manifestaram interesse em assumir as unidades que a magistrada visava.

Em razão do quesito de antiguidade, eles tiveram preferência e ficaram com as vagas. Gabriela seguirá na condução dos processos da Lava Jato, uma vez que Eduardo Appio segue fora da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

O pedido de remoção de Gabriela foi apresentado antes do afastamento de Appio. Desde então, ela despachou em alguns processos da Lava Jato, inclusive se declarando suspeita para julgar ações contra o empresário Antônio Celso Garcia, o Tony Garcia – ex-deputado que alega ter trabalhado como “delator infiltrado” sob ordens de Moro.

A 13ª Vara está sob inspeção do Conselho Nacional de Justiça. Em meio ao entrevero que envolve Appio e Malucelli, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, decidiu fazer uma fiscalização relâmpago na 13ª Vara Federal de Curitiba e nos gabinetes dos desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 – responsáveis, em segunda instância, pelos processos da Operação.

Nesta sexta-feira (16), Salomão vai a Curitiba para concluir a auditoria na base da Lava Jato.

*AE

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