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Cotado para o STF, presidente do STJ se diz terrivelmente pecador

Humberto Martins é adventista e preside o STJ desde 2020

Pierre Borges - 22/10/2021 12h38 | atualizado em 22/10/2021 12h57

Humberto Martins, presidente do STJ
Humberto Martins foi indicado pelo ex-presidente Lula Foto: STJ/Gustavo Lima

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, disse que é “terrivelmente pecador”, em referência à característica de “terrivelmente evangélico” atribuída ao pastor André Mendonça pelo presidente Jair Bolsonaro.

Martins tem o apoio de senadores governistas e de oposição para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, Bolsonaro ainda não deu qualquer sinal de que desistirá da indicação de Mendonça.

A declaração de Martins ocorreu na última quarta-feira (20), após sua participação em um evento no Palácio do Planalto ao lado de Bolsonaro. Na ocasião, Martins foi questionado por jornalistas se ele também se definiria como “terrivelmente evangélico”.

– Eu sou evangélico, mas, com certeza, eu sou ‘terrivelmente pecador’, porque eu olho para a cruz e peço a Deus que perdoe meus pecados. No momento em que eu digo que sou ‘terrivelmente evangélico’… Se eu fosse realmente ‘terrivelmente’, eu não seria ‘terrivelmente evangélico’; eu seria ‘fervorosamente evangélico’, porque o evangélico é maravilhoso – afirmou.

Martins é adventista e foi nomeado ao STJ pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. O magistrado assumiu a presidência da Corte em agosto de 2020.

O ex-advogado-geral da União André Mendonça foi indicado, no dia 13 de julho, por Bolsonaro à vaga deixada pelo ex-ministro Marco Aurélio de Mello no STF. A indicação chegou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no dia 19 de agosto e, desde então, está travada pelo presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre.

Outros nomes, como o de Martins e o do procurador-geral da República, Augusto Aras, foram sugeridos a Bolsonaro. O vice-presidente, Hamilton Mourão, também chegou a sugerir um nome que não foi revelado. O presidente, porém, disse que não irá retirar a indicação de Mendonça e que, caso o Senado o rejeite, ele indicará um outro evangélico.

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