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Jorge Messias reforça formação evangélica em carta ao Senado

Atual AGU foi indicado por Lula ao STF

Pleno.News - 02/04/2026 18h38 | atualizado em 02/04/2026 19h04

Jorge Messias Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil.

Em carta direcionada ao Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou sua formação evangélica e defendeu o “respeito absoluto à separação dos Poderes”. A indicação começou a tramitar oficialmente no sistema do Senado nesta quarta-feira (1º).

– Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes – escreveu Messias na mensagem.

O atual AGU se descreveu como “filho de pais evangélicos” e incluiu a fé e a família como parte de seus valores. O fator religioso tem sido visto como uma forma de quebrar a resistência de Messias entre os senadores de oposição.

– Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição e observância à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), e guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil – disse.

Na mensagem, Messias ainda fez uma retrospectiva de sua carreira no serviço público e na área acadêmica e pregou harmonia institucional.

– À frente da Advocacia-Geral da União, concentrei esforços em três diretrizes centrais: (i) fortalecimento da segurança jurídica; (ii) promoção do diálogo interinstitucional em temas estruturantes; e (iii) defesa responsável do equilíbrio fiscal e da previsibilidade orçamentária. Sempre com base no permanente diálogo entre os Poderes, na direção da harmonia institucional – escreveu.

As declarações vêm após uma série de embates entre o Congresso e Judiciário, incluindo o pagamento de emendas parlamentares e decisões do STF que afetam comissões parlamentares de inquérito.

*AE

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