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Jorge Messias agradece indicação para o Supremo Tribunal Federal

Advogado-geral da União disse que recebeu a escolha "com honra"

Paulo Moura - 20/11/2025 15h17 | atualizado em 21/11/2025 16h56

Advogado-geral da União, Jorge Messias, Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O advogado-geral da União, Jorge Messias, divulgou, nesta quinta-feira (20), uma nota oficial sobre a indicação de seu nome, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o Supremo Tribunal Federal (STF). No texto, Messias disse receber a escolha “com honra” e agradeceu a Lula pela confiança.

– Acolho com afeto todas as orações e manifestações de apoio recebidas. Uma vez aprovado pelo Senado, comprometo-me a retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional – declarou.

Ao concluir a nota, o indicado de Lula disse que buscará demonstrar aos senadores que atende aos requisitos constitucionais para ocupar a vaga na Corte.

– Reafirmo meu compromisso com a Constituição da República, com o Estado Democrático de Direito e com a Justiça brasileira, em especial, com os relevantes deveres e responsabilidades da magistratura nacional – completou.

SOBRE A INDICAÇÃO
Lula oficializou, nesta quinta-feira, a indicação de Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio foi feito em uma nota à imprensa publicada pela Presidência da República.

De acordo com o comunicado, a indicação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Com a definição, o próximo passo será a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, cuja data será marcada pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Para que tome posse do cargo, Messias precisará receber a aprovação de pelo menos 41 parlamentares no Plenário do Senado. Antes, porém, ele passará por votação entre os membros da CCJ, mas o procedimento é meramente formal, já que, mesmo que não obtenha maioria na comissão, a indicação ainda seguirá para o Plenário.

A decisão seguiu o perfil que já vinha sendo adotado por Lula em seu terceiro mandato: o de optar por nomes mais próximos e que ele julga de confiança, como Cristiano Zanin, seu ex-advogado, e Flávio Dino, seu ex-ministro da Justiça. A escolha ocorre cerca de um mês após o ministro Luís Roberto Barroso ter deixado a Suprema Corte.

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