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Joaquim Leite critica “líderes” que vão à COP27 de jatinhos

Ministro do Meio Ambiente está na Cúpula do Clima, no Egito

Pleno.News - 16/11/2022 12h35 | atualizado em 16/11/2022 14h58

Joaquim Leite na COP27 Foto: Ministério do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite disse nesta terça-feira (15), que a política ambiental deve ser baseada na geração de emprego verde, e não em uma redução de emissões de gases de efeito estufa “extremamente forçada” durante discurso na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP27), em Sharm el-Sheik, no Egito. O titular da pasta na gestão Jair Bolsonaro (PL) também criticou o uso de jatinhos, em referência ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirmou que o mundo não será salvo pelos “caridosos”.

Lula foi ao Egito no primeiro compromisso no exterior após o resultado das eleições. O petista, porém, tem sido alvo de críticas por ter feito a viagem a bordo da aeronave de um empresário, que já foi preso durante a Operação Lava Jato.

– Filantropos, líderes e empresários e seu sempre exagerado número de assessores vieram em jatos particulares ao luxuoso balneário do Mar Vermelho para cobrar metas de redução de emissões dos outros, sugerindo carros ultramodernos a hidrogênio ou 100% elétricos, completamente desconexos da realidade de diversas regiões do Brasil e do mundo – criticou Leite, em discurso no evento da ONU.

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) negou que o empresário José Seripiere Filho tenha emprestado a aeronave para Lula, mas que ele “estava indo junto”.

– O proprietário está indo junto para COP. Não tem empréstimo. Estão indo juntos no mesmo avião. Estão indo mais pessoas: ex-governador, lideranças políticas, ambientais, todos juntos – disse Alckmin.

Leite também voltou a falar de parcerias com ONGs de ação na área ambiental, uma das tônicas do discurso de Bolsonaro sobre o setor nos últimos quatro anos.

– Diferente dos governos anteriores, onde o foco era enviar recursos somente para ONGs, nos últimos anos implementamos políticas junto como setor privado para dar escala a uma nova economia verde com objetivo de neutralidade climática até 2050. O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes – afirmou.

Durante seu discurso, Leite criticou, também, governos anteriores “que só agiam para multar”.

– Invertemos a lógica dos governos anteriores que só agiam para multar, reduzir e culpar. Este governo faz políticas para incentivar, inovar e empreender – pontuou.

Além disso, recordou o compromisso dos países ricos em financiar com “volumes relevantes” países em desenvolvimento, para ações de mitigação, adaptação e compensações por perdas e danos provocados pelas mudanças climáticas.

As energias verdes, tema escolhido pelo governo brasileiro para seu estande na COP27, também foi destacada.

– Trouxemos aqui na COP27 o Brasil das Energias Verdes, com matriz elétrica 85% renovável e recordes históricos de instalação de eólica e solar – disse.

Leite afirmou ainda que o país se destaca pela ampla capacidade de gerar energia totalmente limpa e barata e que pode se tornar “um fornecedor de produtos industriais” para o exterior com uma das menores pegadas de carbono do mundo.

*AE

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