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Roberto Jefferson recusa prisão domiciliar e critica Moraes

'Coleira é para o cachorro feroz do Supremo, Xandão', disse o ex-deputado

Pleno.News - 27/10/2021 20h20 | atualizado em 28/10/2021 11h40

Roberto Jefferson Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

O presidente do PTB e ex-deputado Roberto Jefferson disse que não quer ir para a prisão domiciliar, visto que teria que fazer uso da tornozeleira eletrônica. Em uma carta assinada na segunda-feira (25), ele também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Aceitando a tornozeleira, estarei transigindo à tirania. Sei que há um movimento para me mandar para casa com tornozeleira, mais as restrições pertinentes: não falar ao celular, não interagir com rede social, não receber pessoas não autorizadas. As restrições são mais graves que as aplicadas ao regime penitenciário – declarou.

Jefferson também afirmou que é mais livre na cadeia do que em casa. Ele destacou que, se aceitar a tornozeleira, estará “transigindo à tirania”.

– Parece piada, sou mais livre na cadeia do que em casa, vistas as restrições impostas. Fico por aqui. Não usarei mais tornozeleira, é humilhante, é degradante. Coleira é para o cachorro feroz do Supremo, Xandão. Recomendo focinheira também, pois ele pode morder. Aceitando a tornozeleira, estarei transigindo à tirania.

Moraes negou um pedido apresentado pela defesa do ex-deputado Roberto Jefferson para que ele fosse transferido para um hospital particular no Rio de Janeiro. No entanto, o ministro liberou a visita de médicos particulares ao presidente nacional do PTB.

No domingo (24), Roberto Jefferson voltou a ser internado no hospital do presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro. Ele apresentou febre de 39°C, taquicardia de 110 bpm, dor no fígado, baixa pressão, além de acúmulo de líquido nas pernas. Diante do quadro, seus advogados afirmaram que ele corria “grave risco de vida” e pediram ao STF a sua transferência imediata para um hospital particular na Barra da Tijuca.

Ao negar o pedido, no entanto, Moraes afirmou que “não há qualquer elemento que indique a necessidade de transferência da unidade prisional para hospital particular”.

O ministro ressaltou também que, “neste momento, verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso, não havendo qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída do estabelecimento prisional”.

Além disso, Moraes ainda afirmou que um laudo médico da Secretaria de Administração Penitenciária enviado ao Supremo mostrou a “absoluta normalidade da situação médica do preso”.

No entanto, Alexandre de Moraes disse que, “no que diz respeito ao requerimento de visita dos médicos particulares de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, não há óbice ao seu deferimento, desde que em estrita observâncias às regras de ingresso no estabelecimento prisional”.

Em setembro, o ex-parlamentar foi internado no Hospital Samaritano Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e só retornou ao presídio no dia 14 de outubro, após alta médica. Ele apresentava quadro de infecção urinária e dores na lombar e precisou de um cateterismo para desobstruir uma artéria.

Jefferson está preso desde o dia 13 de agosto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito sobre suposta milícia digital que atentaria contra a democracia.

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